Crianças: peças de um fichário ou jóias do mostruário divino?
Deus não faz um ser humano igual ao outro. Nem mesmo os gêmeos. Tenho três filhos e jamais pensei que seriam tão diferentes uns dos outros como são. Filhos dos mesmos pais, crescendo no mesmo ambiente, amados igualmente, mas tão diferentes na personalidade, no caráter, nos modos, na forma como aprendem. É tão intrigante tudo isso, mas é, ao mesmo tempo, tão lindo! É a beleza da diversidade da mais alta criação divina bem diante dos nossos olhos.
A natureza é diversa, como é o Seu Criador. Ele criou cada coisa para o seu próprio fim, inclusive cada criança para desenvolver dons únicos. As civilizações florescem porque somos diferentes. A uniformidade, por outro lado, é caracterÃstica do que é selvagem. É uma violência contra o talento, a genialidade, o poder de raciocÃnio. A uniformidade nega o princÃpio da vida humana e do seu florescimento, pior do que isso, leva a humanidade à morte.
Todas estão devidamente catalogadas em suas séries que correspondem à s suas idades (como se idade determinasse o conhecimento), em horários fixos e sujeitas ao mesmo destino profissional: estudantes universitários. Infelizmente, chegamos num nÃvel de uniformidade tão acentuado que faz-se exames para diagnosticar como doentes aqueles que não se adequam a um ambiente especÃfico de aprendizagem.
Passei por uma experiência assim com um dos meus filhos. Ele é uma criança ativa, falante, alegre, muito criativo. Mas o ambiente tradicional de ensino definitivamente não combinava com ele. Ele gosta de imaginar coisas, desenhar, construir, desvendar engrenagens, fazer testes in loco com os brinquedos feitos por ele mesmo. Naturalmente, ele não gostava das provas e avaliações feitas somente com questões de marcar X. Como é de se esperar, ele passava um bom tempo da avaliação desenhando no papel. Fui chamada pelos especialistas em educação e recebi a terrÃvel notÃcia de que ele precisava de uma terapia para deixar de desenhar em provas. Como a maioria das mães sinceramente desejam o melhor para seus filhos e como fomos ensinadas a não confiar em nossos sentimentos, mesmo achando estranho, fui em busca de um profissional. Chegando lá, ele me encaminhou para fazer um exame com uma fonoaudióloga.
É sempre assim: aplicam a mesma regra aos diferentes, os que não se encaixam na média são encaminhados para profissionais competentes, que, por sua vez, encaminham para outros profissionais que, em alguns minutos de conversa ou exame, sairão com uma sentença de morte da individualidade. E foi assim. Cheguei, contrariada, no hospital para fazer o tal exame. Com muita frieza, a profissional encaminha meu filho para uma cabine acústica, na qual ele será avaliado com fones de ouvidos que reproduzem o barulho das escolas. Ao mesmo tempo, ele tem que responder a perguntas feitas por ela.
A criança já se aproxima deste lugar com certo terror. Ela está bem, saudável, brinca, corre e pula, mas alguém diz que ela tem um problema e a encaminha para o hospital. Imagine agora essa criança neste lugar inóspito, sendo interpelada por alguém que vai detectar uma doença complexa em apenas 10 minutos. E, realmente, depois de um curto tempo de perguntas e respostas, eu, que assistia tudo aquilo pasmada, recebo da profissional que ele precisa de terapias para se adaptar ao ambiente escolar. Ou seja, ele tem o jeito dele, a forma de ser e de aprender, mas isso é violado, ele não pode ser quem é pois precisa conformar-se ao padrão estabelecido.
Não acreditei no que a senhora falou e, como mãe, disse-lhe que num ambiente como aquele, ele JAMAIS poderia mostrar suas aptidões para a aprendizagem. “Eu conheço meu filho e sei que aqui ele jamais conseguirá preencher os requisitos da normalidade desse teste”, disse. Ela não gostou e, muito grosseiramente, disse-me que poderia refazer o exame. Eu, ainda sem acreditar que Deus havia me habilitado, e não ela, para avaliar meu filho, aceitei remarcar. Nem preciso dizer o que aconteceu depois disso.
Em poucos minutos, a criança que gosta de desenhar em provas da escola sai com um diagnóstico e é encaminhada para neurologistas, psiquiatras, otorrinolaringologistas, audiologistas, fonoaudiólogos, psicólogos, pedagogos, profissionais da educação, a lista não tem fim. Eles descobrem que aquela criança não vai se adaptar ao modelo e então entorpecem as crianças com remédios para ficarem “quietinhas” em sala de aula. Nesse ponto, a criança já deu inÃcio ao processo de falência múltipla das suas capacidades e é só uma questão de tempo até que ela desenvolva depressão, sÃndromes ou transtornos.
Colocar crianças diferentes em fôrmas iguais é desajustar sua programação natural. Qualquer ritmo que se estabeleça em locais como os chamados “ideais” para a formação das crianças, vai trazer injustiça para quase todos. Os que aprendem com rapidez perdem o interesse, e os que são mais lentos não conseguem acompanhar. Ambos serão desencorajados: estes, para a morte de suas aptidões, e aqueles, para a anestesia permanente dos seus dons.
Não nos enganemos: Deus não nos deu filhos estranhos, nem nos fez incapazes de conhecê-los. Pelo contrário, quem melhor pode conhecer as aptidões e a personalidade da criança do que seus próprios pais? O contato diário, o amor envolvido nos tornam qualificados de uma maneira única que jamais outros, por mais graduados que sejam, poderiam ser. Ninguém é tão qualificado quanto os pais para saber quanto ou em que ritmo deve ensinar à criança, quais são os requisitos de liberdade ou disciplina da criança. O arranjo ideal de Deus foi: filhos aprendendo com os pais ou com pessoas que tivessem uma estreita relação a ponto de conhecê-los na suas individualidades. Não é assim o modelo de Cristo? Mestre e discÃpulo caminhando lado a lado, conhecendo e sendo conhecidos.
Entretanto, alguns dizem: “eu não sou professor, como poderei ensinar a meus filhos?”. Ora, quem disse que com o nascimento do seu filho você não recebeu um diploma de professor? Deus disse: "estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração e as ensinarás a teus filhos”. Deus, o próprio Deus, foi quem disse isso. Quem é você para contender com o seu Criador? Quase todos os pais estão qualificados para ensinar seus filhos, principalmente nas disciplinas elementares. Quando eles crescem, então, nas matérias que não são qualificados, os pais podem contratar tutores individuais, mas sempre sob a supervisão geral deles.
Precisamos tratar com seriedade aquilo que Deus nos dá para cuidarmos. Há filhos que aprendem rápido, outros não, mas ambos são especiais para Deus de uma forma única. Deus quer usar a ambos, do Seu jeito, no Seu ritmo. Percebam, o jeito e o ritmo são de Deus. Quando compreendemos isso, passamos a tratar nossos filhos com a dignidade com a qual merecem ser tratados. Deus é o Dono e o Controlador. Ele fez assim e não quer que mudemos as coisas para se ajustarem ao nosso padrão.
Nosso Deus não tem limites na sua forma de trabalhar. Ele tem um jeito único de nos ensinar e de fazer florescer os dons que Ele mesmo colocou em nós. Forçar um modelo único é violar a natureza criada e isso não fica sem consequências. Educar é um processo lento e diário de plantar sementes nos corações e nas mentes dos jovens. Ela abrange todas as áreas da vida e não somente o intelecto. Requer tempo diário, vigilância e diligência. É um estilo de vida que requer uma imitação literal do mestre; não é uma preparação para a vida, pois aprender é a própria vida, segundo o Criador (Dt 6).
Formar crianças não é um trabalho para estranhos, mas um trabalho que o Senhor nos deu de fazer discÃpulos, começando em nossos lares. Um dos grandes fracassos do Cristianismo no mundo se deve ao abandono dessa função nos lares; perdemos de vista o propósito bÃblico da educação, que é a principal fonte do processo inicial de discipulado e amadurecimento de uma criança. Mas é verdade que também o grande sinal do retorno de Jesus será visto quando o coração dos pais se converter aos filhos, tomando novamente as rédeas da formação deles no lar.
Educar não é apenas outra tarefa da vida entre tantas outras que competem pela nossa atenção. Talvez, educar nossos filhos seja a única tarefa que nos define como pais que seguem Jesus.
Crianças são pedras de grande valor para Jesus. Ele as ama e as fez únicas com o propósito de engrandecê-Lo neste mundo. Ele deu a você essa jóia e disse: “cuida para mim, desperta nela os dons e talentos que cuidadosamente coloquei e breve virei a ti, para receber de tuas mãos o que é Meu”.
Cultivando um Coração de Servo em Nossos Filhos: Parte 1
Uma de nossas prioridades no treinamento de nossos filhos foi tentar ensiná-los a serem focados nos outros, ou, em outras palavras, a construir dentro deles um coração de servo. Isso não vem naturalmente. Estamos naturalmente muito mais atentos às nossas próprias necessidades. Precisamos treinar nossos filhos para parar e pensar intencionalmente sobre o que outra pessoa está passando e o que podemos fazer para ajudá-la.
Uma das primeiras ferramentas que criamos para ensinar-lhes esse princÃpio foi o que chamamos de
Cartaz de VersÃculo Da Cabeça aos Pés

Escrevemos esse texto no topo do cartaz, explicando como nossos corpos são um templo de Deus a ser consagrado para Seus propósitos. Em seguida, colocamos em uma moldura e penduramos no quarto deles. Todas as noites, antes de dormir ou de tirar uma soneca, deixava a criança escolher uma parte diferente do corpo e revisávamos o versÃculo a ela associado.
Por exemplo:
JOELHO - Efésios 3:14 "Por isso, eu me ajoelho ao Pai de nosso Senhor Jesus Cristo."
OLHO - Provérbios 4:25 "Os teus olhos olhem direito diante de ti." (Aqui está um lembrete para controlar o que olhamos e usar os nossos olhos para honrar o Senhor e os Seus caminhos e não para nos distrairmos com as coisas do mundo.)
MÃO - Provérbios 10: 4 "O que trabalha com mão enganosa empobrece, mas a mão dos diligentes enriquece" (daà a admoestação de ser diligente em tudo o que fazemos para a glória de Deus)
PÉS - Provérbios 4:27 ou Efésios 6:15
A idéia por trás disso era instruir nossos filhos que eles não estão aqui para ter como objetivo se divertirem ou agradarem a si mesmos, mas para submeterem seus corpos aos propósitos de Deus e Seus caminhos.
'Semelhantemente vós, jovens, sede sujeitos aos anciãos; e sede todos sujeitos uns aos outros e revesti-vos de humildade, porque Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes. ' 1Pedro 5:5
I Pedro 5: 5 nos instrui a revesti-nos de humildade, servindo uns aos outros. Uma versão diz que devemos vestir "os macacões" da humildade. Por essa razão, sempre tirei uma foto deles enquanto usavam macacão e lhes dizia que essa era a atitude deles em relação aos outros - vestir os macacões de humildade e atender as necessidades da outra pessoa sempre que possÃvel.
Foi apenas um pequeno passo para ensiná-los a ter um coração de servos.
~ Marilyn Boyer
Eu tenho a impressão de que o nosso presidente está trazendo para o Brasil o problema de sua famÃlia, envolvendo todos nós no grande drama que é a formação de seus filhos. Parece que estamos acompanhando de perto as confusões de filhos adultos que foram ou abandonados num perÃodo crucial do desenvolvimento ou que não tiveram os limites necessários quando eram mais jovens.
Os filhos do presidente são homens impulsivos, raivosos, loucos por poder. São vaidosos e egoÃstas. Em quatro meses, já mancharam excessivamente a reputação do pai e este nada faz. A passividade do estimado presidente incomoda. Como o chefe máximo da nação não se impõe dentro do próprio lar? Como pode nos governar se não consegue governar a sua própria casa?
Estamos diante de um quadro patético que nos ensina duras lições:
◆ Antes que seja tarde, filhos precisam de pais presentes. Pais que protejam, passem pelos momentos difÃceis, sejam companheiros. E isso exige um alto custo pessoal.
◆ Filhos precisam de um herói, alguém que acredite neles e que arrisque tudo para salvá-los.
◆ Cuidar da reputação pessoal pública e de uma carreira de sucesso fora do lar pode ser uma armadilha para o homem. Há fases na vida nas quais é preciso menos ambição e mais altruÃsmo.
◆ Crianças precisam ser levadas a sério no casamento. Seus interesses devem ser respeitados quando o casamento parece ruir. Por elas, vale todo o esforço. Relacionamentos rompidos criam filhos desajustados.
Caso o pai não considere essas necessidades dos filhos, ainda que a boa sorte e as circunstâncias favoráveis pareçam ter superado os problemas passados, um dia a conta chega. E pode chegar num momento nada apropriado. Davi foi um rei que durante um tempo obteve sucesso, mas suas relações familiares eram um fracasso e isso influenciou os rumos da nação. Seu fracasso como pai levou todo o paÃs à divisão e ao caos. "Uma alma ferida pode se tornar um vilão, fazendo vÃtimas inocentes" (Charles Swindoll).
Eu aprendo com isso que famÃlia é mais importante que tudo, que meu casamento exige compromisso além das minhas necessidades, que meus filhos importam e que todo o resto pode esperar.
Hoje, estamos num pandemônio de intriga, inveja e confusão - o que se revela na exaltação de um pai substituto, o desequilibrado Olavo, que em algum momento da vida desses filhos ocupou um espaço que era só do pai. Essa figura transviada agora tem a honra que o pai deveria hoje ter, dá as ordens com tanta liberdade que nos faz entender o tamanho da lacuna de autoridade que há na vida desses “garotos”, agora homens. Para Bolsonaro, são garotos. Sim, ele parou no tempo em que tinha os garotos por perto, como pai. Mas eles cresceram e a decepção foi com eles. Ela tem o poder de dominar corações de filhos abandonados, levando-os a uma vida inteira de decisões ruins.
Oremos pela famÃlia do nosso presidente e aprendamos a lição: conservadorismo sem exemplo é como flores artificiais: parece bom e durável, mas não perfuma nem traz vida.
As estatísticas:
• 1 em cada 5 crianças tem problemas de saúde mental;
• um aumento de 43% no TDAH foi observado;
• um aumento de 37% na depressão adolescente foi observado;
• um aumento de 200% na taxa de suicídio foi observado em crianças de 10 a 14 anos.
O que está acontecendo e o que estamos fazendo de errado?
As crianças de hoje estão sendo estimuladas e superdimensionadas com objetos materiais, mas são privadas dos conceitos básicos de uma infância saudável, tais como:
• pais emocionalmente disponíveis;
• limites claramente definidos;
• responsabilidades;
• nutrição equilibrada e sono adequado;
• movimento em geral, mas especialmente ao ar livre;
• jogo criativo, interação social, oportunidades de jogo não estruturadas e espaços para o tédio.
Em contraste, nos últimos anos as crianças foram preenchidas com:
• pais digitalmente distraídos;
• pais indulgentes e permissivos que deixam as crianças "governarem o mundo" e sem quem estabeleça as regras;
• um sentido de direito, de obter tudo sem merecê-lo ou ser responsável por obtê-lo;
• sono inadequado e nutrição desequilibrada;
• um estilo de vida sedentário;
• estimulação sem fim, armas tecnológicas, gratificação instantânea e ausência de momentos chatos.
O que fazer?
Se queremos que nossos filhos sejam indivíduos felizes e saudáveis, temos que acordar e voltar ao básico. Ainda é possível! Muitas famílias veem melhorias imediatas após semanas de implementar as seguintes recomendações:
• Defina limites e lembre-se de que você é o capitão do navio. Seus filhos se sentirão mais seguros sabendo que você está no controle do leme.
• Oferecer às crianças um estilo de vida equilibrado, cheio do que elas PRECISAM, não apenas o que QUEREM. Não tenha medo de dizer "não" aos seus filhos se o que eles querem não é o que eles precisam.
• Fornecer alimentos nutritivos e limitar a comida lixo.
• Passe pelo menos uma hora por dia ao ar livre fazendo atividades como: ciclismo, caminhadas, pesca, observação de aves/insetos.
• Desfrute de um jantar familiar diário sem smartphones ou tecnologia para distraí-lo.
• Jogue jogos de tabuleiro como uma família ou, se as crianças são muito jovens para os jogos de tabuleiro, deixe-se guiar pelos seus interesses e permita que sejam eles que mandem no jogo.
• Envolva seus filhos em trabalhos de casa ou tarefas de acordo com sua idade (dobrar a roupa, arrumar brinquedos, dependurar roupas, colocar a mesa, alimentação do cachorro etc.).
• Implementar uma rotina de sono consistente para garantir que seu filho durma o suficiente. Os horários serão ainda mais importantes para crianças em idade escolar.
• Ensinar responsabilidade e independência. Não os proteja excessivamente contra qualquer frustração ou erro. Errar os ajudará a desenvolver a resiliência e a aprender a superar os desafios da vida.
• Não carregue a mochila dos seus filhos, não lhes leve a tarefa que esqueceram, não descasque as bananas ou descasque as laranjas se puderem fazê-lo por conta própria (4-5 anos). Em vez de dar-lhes o peixe, ensine-os a pescar.
• Ensine-os a esperar e atrasar a gratificação.
• Fornecer oportunidades para o "tédio", uma vez que o tédio é o momento em que a criatividade desperta. Não se sinta responsável por sempre manter as crianças entretidas.
• Não use a tecnologia como uma cura para o tédio ou ofereça-a no primeiro segundo de inatividade.
• Evite usar tecnologia durante as refeições, em carros, restaurantes, shopping centers. Use esses momentos como oportunidades para socializar e treinar cérebros para saber como funcionar quando no modo "tédio".
• Ajude-os a criar uma "garrafa de tédio" com ideias de atividade para quando estão entediadas.
• Estar emocionalmente disponível para se conectar com crianças e ensinar-lhes autorregulação e habilidades sociais.
• Desligue os telefones à noite quando as crianças têm que ir para a cama para evitar a distração digital.
• Torne-se um regulador ou treinador emocional de seus filhos. Ensine-os a reconhecer e gerenciar suas próprias frustrações e raiva.
• Ensine-os a dizer “olá”, a se revezar, a compartilhar sem se esgotar de nada, a agradecer e agradecer, reconhecer o erro e pedir desculpas (não forçar), ser um modelo de todos esses valores.
• Conecte-se emocionalmente - sorria, abrace, beije, faça cócegas, leia, dance, pule, brinque ou rasteje com elas.
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Meu João,
Hoje é o dia em que você nasceu, e o meu também. Às 13h do dia 30 de dezembro, nasceu você e com você, uma mãe totalmente diferente. Você deixou uma marca especial em mim, me tornou vulnerável para o resto da vida. Na verdade, você é o meu presente neste dia. O presente de Deus que me tornou uma pessoa mais quebrantada, mais humilde, mais realista, mais consciente da minha incapacidade. Sem você, muitas importantes e valiosas lições não teria aprendido. Você trouxe muitas alegrias, novos desafios e principalmente acrescentou mais fé e confiança em Deus.
Quando tive você, esqueci de tudo e passei a olhar apenas para a necessidade de uma criança que mal sabia falar "mamãe". Eu olhei nos seus olhos e percebi que não seria nada até que cumprisse com alegria a missão que Deus me dera: extrair de você os dons divinos que graciosamente foram escondidos por Deus para me tornar participante da alegria de vê-los desabrochar. E é assim que me sinto com você, João. Cada novo ano, milagres maravilhosos acontecem e hoje, após 10 anos, posso dizer que o milagre que pedi a Deus está completo!
Continuaremos a contar vitórias, eu sei. Usaremos cada gota da disciplina para manter você e suas irmãs centrados, estimulados e bem. Aliás, até nisso você veio para revolucionar. Deus lhe fez de tal forma que entendemos que através de sua vida Deus nos dirige em todos os outros aspectos da nossa famÃlia. Você é um tesouro, um farol de Deus no nosso caminho. Com você, filho, eu e o papai percebemos que somos capazes de desistir de nós mesmos para salvar um menino de olhos redondos e cabelos negros encaracolados. E agora queremos viver muitos anos, não para gastarmos em conquistas próprias, mas para vermos realizados na sua vida os planos de Deus. Você trouxe mais amor à nossa famÃlia. Você também me fez amar ao seu pai de forma especial. Sempre que o vejo passar horas lhe ensinando as tarefas, ministrando a Palavra ao seu coração ou brincando brincadeiras de menino, encho o meu coração de mais amor por ele, um amor tão forte que não vem da forma romântica convencional. É um amor tão autêntico, tão ligado a você que não posso explicar de um jeito que possa entender.
O seu nome foi escolhido com muito carinho em homenagem ao seu vovô João LuÃs. Nós não sabÃamos que esse nome traria para sua própria vida o significado que ele carrega. João significa graça e misericórdia de Deus, do Deus que nos perdoa. E como todo homem que foi usado por Deus teve uma história de lutas e combates, o LuÃs, que quer dizer “combatente glorioso”, tem em si as marcas das lutas enfrentadas para que o nome do Deus misericordioso seja anunciado. Como sua mãe, eu apenas digo: "eis aqui a tua serva". Quero ser tal como Isabel, a mãe do menino João que abriu o caminho para a vinda do Salvador. Meu desejo é o mesmo: que você abra o caminho para que milhares de pessoas necessitadas do toque transformador do Mestre da Galileia possam ter acesso à graça de Deus.
Se eu tivesse que voltar no tempo, eu pediria a Deus que fizesse tudo do mesmo jeitinho. O caminho com você é um caminho sagrado, que me levou para mais perto de Deus. Por causa disso, eu acho, à s vezes me pego presa ao tempo, num desejo vão de eternizar o presente com você. Parece que tudo está passando tão rápido! Mas é então que eu percebo que ainda que deseje eternizar momentos e experiências com você, ao mesmo tempo sei que o que quero mesmo é a realidade, é tê-lo, João LuÃs, assim como é, do jeito que é. Eu quero sua existência, sua vida e não o tempo em que vive.
Hoje é um tempo presente e único, tempo que marca 10 anos de um passado de alegrias e vitórias. Mas hoje é também um dia de expectativas de um futuro que se apressa e carrega a esperança de outra vida, mais robusta, mais fecunda. Só se faz 10 anos porque outros anos já se fizeram, e tal como os outros, esses dez passarão. Por isso, eu não quero o presente, porque ele é breve e já se foi. Eu quero a realidade de tê-lo junto a mim, sua vida e existência sem prendê-la ao tempo. No fundo, eu não quero que esses dez anos estejam nos meus planos como uma realidade fixa. Não quero pensar em você como o menino de 10 anos. Quero pensar em você como o João da minha vida e vou resistir a tentação de prender você ao presente, só porque sei que esse presente é único. Por isso, João, eu quero você, não o tempo em que você está preso. Quero sua vida mais do que o vigor de uma infância feliz. Na verdade, eu não consigo ver você preso ao tempo. Quando olho pra você vejo o João pequenino e silencioso, mas vejo também o falante milagre que todos os dias me encanta. Posso até mesmo ver você num futuro distante, num tempo em que talvez nem lhe veja. Sim, eu consigo pensar em você assim, até dispensando a mim, que lhe vejo.
Agradeço a Deus por você. São 10 anos ao lado de um menino lindo, inteligente, amoroso, divertido, temente a Deus. Amo ouvir sua voz, seus assuntos que nunca param. Amo compartilhar a minha vida com a sua, bem de pertinho, acompanhando cada momento do seu crescimento. Estamos construindo uma vida de conquistas e vitórias. E eu peço a Deus que abençoe sua vida e faça de você um servo dEle, para a glória do Seu nome. Peço também por mim, para que Deus me dê saúde para ver cumpridas todas as promessas em sua vida.
Filho querido, guarde essa carta da mamãe. Quando o mundo quiser roubar de você a alegria de viver, lembre-se de que Deus lhe fez único e com uma missão de despertar nos outros missões adormecidas ou mesmo desconhecidas. Não fique tÃmido! Deus lhe fez forte. Como bom combatente, leve adiante o nome do Senhor, sabendo que isso lhe trará também vergonha e desprezo. O João da BÃblia também sofreu, foi preso e depois decapitado, mas nunca esmoreceu. O outro João foi bem amigo de Deus, aliás, foi o discÃpulo a quem Jesus amava. Você também, como um bom João, tem a força e a estima de Jesus, a humildade para reconhecê-Lo como Seu Mestre e a sensibilidade de ouvir a Sua voz e obedecê-la. Continue assim, sempre fervoroso. Nunca deixe esmorecer esse fogo, mas busque na oração e na Palavra o poder que lhe fará grande diante de Deus.
Você cresce, mas continua sendo o meu Biguinho. Mamãe estará sempre aqui para lhe abraçar, emprestar o ombro, segurar em sua mão, dividir contigo as lutas e vitórias. Conte comigo, meu amor.
Um beijo, meu Biguinho. Você é minha paixão e eu, a sua paixona.
Há bem pouco tempo, o lar era visto como lugar de refúgio, lugar de consolo, segurança e de trabalho lucrativo para a mulher. Hoje, a ONU descobriu que não é bem assim. O lar, na verdade, é o “lugar mais perigoso para uma mulher” porque é lá onde a violência contra ela é mais praticada. O mesmo relatório pede que “mais ações para combater a violência de gênero sejam realizadas, incluindo maior coordenação entre a polÃcia, médicos e serviços sociais, assim como esforços para garantir que serviços de apoio especializado estejam disponÃveis para mulheres em situações de risco. Homens também devem ser envolvidos em programas para combater normas de gênero nocivas desde a educação primária” (clique aqui para ler a notÃcia).
Só que não é bem assim. Na verdade, elas não são mais agredidas do que os homens, pois eles são ainda os que lideram a vasta maioria das vÃtimas de homicÃdio, segundo disse o diretor-executivo desta mesma organização, Yury Fedotov. Se há mais homens vÃtimas de homicÃdio, por que as mulheres permanecem no foco como vÃtimas dos homens? É claro que a ênfase na mulher é apenas para atender as questões de gênero, a agenda feminista e anti-famÃlia.
VÃtimas masculinas desaparecem da questão, e olhe que o relatório supostamente vem para defender a “igualdade de gênero”. A grande questão é que um relatório centrado nas mulheres terá a integridade dos seus dados comprometida desde a origem, pois desconsidera a experiências de homens nas mesmas situações observadas pelas mulheres. Uma coleta de dados inclinada à desigualdade jamais poderá ser usada para avaliar questões de igualdade entre gêneros, estereótipos negativos, violência doméstica ou qualquer outro parâmetro usado para comparar homens e mulheres.
O relatório esqueceu de incluir nas variáveis dos seus dados questões como emancipação feminina, liberação sexual e empoderamento das mulheres. Todos esses pontos são exaustivamente martelados, dia após dia, na grande mÃdia, criando nas mulheres um senso de independência absoluta, sendo que tudo isso produz um efeito adverso para o dado da violência: estimula a igualdade de poder como natural a ambos os sexos, tornando, por assim dizer, homens e mulheres igualmente capazes de produzir violência. O empoderamento feminino é sobre proporcionar à mulher condições de igualdade (superioridade?) com os homens nas questões de dominação. Logo, as mulheres devem também ser analisadas nas questões de violência, nos lugares em que elas dominam. É sabido que elas podem usar de diversos meios para intimidar, provocar e oprimir outros.
Os abusos fÃsicos são normalmente mais utilizados pelos homens porque eles são fisicamente mais fortes. No entanto, há outros tipos de abusos tão ou mais nocivos, como o abuso psicológico que pode, inclusive, ser a fagulha para abusos fÃsicos. É dele que a mulher mais usa no ambiente do lar, principalmente jogando filhos contra seus pais. E abusos psicológicos deixam marcas muito mais profundas do que as agressões fÃsicas. Esse argumento é usado pelas próprias feministas quando lhes é conveniente, como no caso do movimento #MeToo, encabeçado por artistas de Hollywood.
Esse relatório nada mais é do que uma investida contra a mulher, uma mentira para fazê-la cair no perigo que é o mundo sem conexões de apego e afeto. É cilada que a coloca contra o homem, aquele que é o único que pode formar com ela uma parceria produtiva, trazendo-lhe segurança e provisão. É o engano da serpente na forma de “pesquisa de campo”, analisada por um único ponto de vista.
Pintar o lar como ambiente de violência é uma forma mascarada de entregar o controle da vida aos dominadores do mundo, porque para onde quer que corra, não se poderá escapar dos que dominam e dos que são dominados. A ONU sabe que o enfraquecimento das famÃlias e das hierarquias sociais são o caminho para a dominação do mundo. Portanto, destruÃ-las é a meta de todo seu trabalho.
Seus intentos não terão sucesso se a famÃlia não for minada nas suas bases. A ONU está à serviço do Reich que virá e que já mostra suas forças neste mundo. A famÃlia, segundo sua visão de dominação totalitária, é o terreno estrutural fértil e ideológico de todas as ordens sociais com base no princÃpio autoritário. Esse poder não mais discute questões de religião ou coisas do tipo - simplesmente elimina as repressões sexuais e dissolve os laços sagrados da famÃlia, laços de amor que prendem a mulher ao seu marido e as crianças a seus pais. A famÃlia carrega o poder que impede seu domÃnio total no mundo.
Não há polÃcias nem placas de censura, mas em cada canto há um modo de vida imposto, um padrão único de conduta, um discurso pronto a ser seguido. Não há nenhuma proibição contra a formação de famÃlias, contra o casamento ou a geração de filhos, mas em nome da luta contra a violência da mulher, essas práticas estão sendo insidiosamente reduzidas, e as condições sociais para sua execução estão sendo destruÃdas.
A realidade da fuga do lar, no entanto, é vista nos inúmeros filhos desobedientes, ingratos, detratores, que não temem desonrar as autoridades; é vista no desregramento sexual e nas inúmeras doenças venéreas que dizimam milhares de jovens. A fuga do lar é, por fim, a destruição total daquilo que deveria ser o nascedouro da vida, a base das nações, a glória da humanidade.
O que está em jogo não é a segurança da mulher, mas a perda de sua liberdade para ser esposa, mãe e dona de casa feliz, livre das imposições de grandes empresas e de sistemas de pensamento opressores. O que está em jogo não é a sua integridade fÃsica, mas a perda de sua sanidade mental quando chegar o momento em que já não faça mais sentido a existência, posto que nunca experimentou o que é dar e receber num sentido Ãntimo e pessoal, que não sabe o que é estabelecer relações duradouras num mesmo local, com as mesmas pessoas, crescendo através dos consensos e conflitos, ganhos e perdas.
Ter uma famÃlia e ficar em casa é, para a mulher, um sonho cada vez mais tolhido, uma realidade que se distancia e que lhe aproxima de um futuro sombrio: um mundo de competição e guerra, como é o mercado de trabalho, aquele que tomou o lugar do seu desejado lar.
[O texto abaixo baseou-se nos argumentos usados pelo Ministro Luiz Fux na sessão que tratou do homeschooling. Adaptamos esses argumentos aos textos de Gênesis 2 e 3 que tratam da tentação de Eva. Portanto, deixo claro que o texto não é literal]
A tentação de Eva se repetiu na sessão do julgamento que tratou da educação domiciliar no STF. Satanás, na boca do Luiz Fux, nos levou a reconsiderarmos nossas vidas. Foi mais ou menos assim:
LUIZ FUX: “A educação domiciliar me incomoda. Os pais proibiram as crianças de experimentarem a alegria de usufruir do ambiente escolar. Eu sei, elas têm o mundo todo para explorar, mas seus pais sabem que no dia em que provarem o convÃvio escolar, os olhos delas se abrirão e conhecerão o bem e o mal, elas poderão ver os dois lados! Ah, não são esses mesmos pais que dizem que o conhecimento é desejável e que devemos explorá-lo? Como eles agora querem privá-las desse contato com o ambiente escolar? Eles não dizem ter a capacidade para discernir o mal que há no sistema escolar? E por que não usam isso também como uma forma de ensinar e de exigir melhorias?”
O imenso jardim torna-se pequeno do tamanho de uma árvore! Os olhos estão sobre um pequeno fruto, uma pequenÃssima parte do mundo. Da mesma forma, o ensino que acontecia em todo o lugar, agora é mais interessante dentro de muros altamente erguidos, cercados de vigilantes espiando as crianças o tempo inteiro. Sendo que o engano fez da limitação, a possibilidade, e do mundo de conhecimento a ser explorado, uma prisão. E agora, aquela limitação passa a ser um problema. As pessoas que ouvem passam a reavaliar suas escolhas a partir dessa limitação. Aquele mundo de liberdade é esquecido e os olhos voltam-se para um lugar restrito, escuro, sombrio, para a limitação da escola. “...Existe esta única árvore aqui, no centro do jardim, sobre a qual Deus disse: “Não comam do fruto da árvore que está no meio do jardim, nem toquem nele; do contrário vocês morrerão”, foi a releitura de Eva da determinação divina após o discurso enviesado da serpente.
A verdade é que temos um mundo de possibilidades para educar nossos filhos, mas a serpente, na voz de Fux, coloca a limitação no centro do interesse. Vendo por essa perspectiva diabólica, a limitação e o ostracismo assume um lugar de destaque, de novas possibilidades. A educação está adquirindo um senso novo e perigoso. É aqui que os que estão sendo enganados aumentam o valor da limitação: “realmente, os defensores da educação domiciliar parecem não apoiar de forma alguma a escola e nem cogitam entrar nela!”, parecidos com Eva quando disse: "não podemos nem tocar no fruto". Mentira!
A escola passa a ser o centro das atenções e a possibilidade de não dispor dela passa a oferecer um risco de perdê-la para sempre. “Os profissionais da educação desaparecerão, os cursos de educação não farão mais sentido, muitos ficarão desempregados, as pesquisas dos profissionais da educação e psicólogos serão jogadas no lixo, não poderemos entrar mais nas escolas...”
Enquanto as atenções recaem sobre a escola como um lugar de conhecimento, ao mesmo tempo, as consequências devastadoras de se tornar escravo do sistema prisional - a educação escolar compulsória - são aliviadas. O “certamente morrerás”, a certeza de que a obrigação aniquilará nossa criatividade e desenvolvimento, passa a ser um simples alerta “para que não morrais”, ou seja, ela assume uma forma mais branda, menos certa.
A serpente, na pessoa de Fux, explora este ponto: “É certo que não morrereis”. E nesse momento ele revela um segredo aos que titubeiam:
“Vou lhe fazer um favor. Lamento ser aquele que vai lhe contar isso, mas você merece saber. Os pais educadores têm um motivo além do amor para esta vontade de educar em casa. A verdade é que eles querem prender os filhos, frustrar seu potencial. Você não compreende que eles sabem o que é bom e ruim? Eles sabem o que vai melhorar suas vidas e o que vai arruiná-las. Eles não querem o bem das crianças. Eles são maus e querem privá-las do conhecimento do mal necessário. Eles sabem que a escola trará aos filhos esse conhecimento sem o qual não poderiam viver livremente, considerando todas as possibilidades. Na escola, as crianças poderão ser iguais aos seus pais, conhecendo o mundo como eles conhecem. Pode ser um choque, mas eles estão mesmo é escondendo algo das crianças. Eles não são seus amigos; eles são seus rivais”.
Agora, essas crianças têm de superá-los, vencê-los. Sei que o mundo inteiro para educar parece ser uma ideia agradável; mas realmente, isso é um gigantesco esquema para manter as crianças na mesmice da tradição familiar, perpetuando dogmas ultrapassados, porque os pais se sentem ameaçados pelo que elas poderiam se tornar. A escola é a única chance de alcançar o verdadeiro potencial das crianças. “Sim, se as crianças não experimentarem a escola, o convÃvio escolar, certamente morrerão!”, essa é a ideia.
Essa foi uma mentira suficientemente grande para reinterpretar toda a educação e é suficientemente atraente para fazer com que os enganados creiam de fato num bem abstrato desconhecido, transferindo para a escola suas inclinações naturais para o cuidado com seus filhos.
A mentira disse que educar livremente é um mergulho suicida, que o serviço à famÃlia é servidão. Assim, pais começaram a sentir a ofensa de uma injustiça que, na realidade, não existia: a educação domiciliar vai limitar nossa liberdade de trabalhar e de dar à s crianças a oportunidade de possuir o verdadeiro conhecimento do bem e do mal.
Depois de “esclarecidas”, as pessoas passam a considerar:
“Este fruto (a escola compulsória) não parece mortal, parece? De fato, me dá água na boca! Como um pai bom proibiria uma coisa tão boa? Ah, ela é tão bela! E com o conhecimento que ela nos dá, os filhos se libertarão da dependência dos pais. Mas se esses pais maldosos descobrirem que agora as crianças podem ser esclarecidas sobre esse plano, eles darão um jeito de eliminar a possibilidade de experimentar a escola e ficaremos estancados nesta prisão que é o mundo, para sempre. Vamos comer o fruto agora, enquanto temos a chance! Vamos tornar obrigatória a educação escolar compulsória antes que sejamos impedidos de usá-la!”
Pronto. Acabou de comer o fruto. São muitos os que estão mordendo o fruto sem saber que isso é a sua destruição. Educação compulsória é como aquela árvore: promete-nos conhecimento e rouba-nos a liberdade de conhecer todo o resto do mundo.
Alguns dias na semana, nós gastamos nossas tardes em lugares públicos, brincando, fazendo alguma atividade fÃsica, ou simplesmente “fazendo” nada. Nessas nossas saÃdas, tenho observado muita coisa sobre a vida insana que a maioria das pessoas leva. Mas o que mais me tem perturbado é encontrar, quase todos os dias, um professor de bike a ensinar crianças entre 5 e 12 anos.
A figura é patética: o professor, os pais, as babás, as crianças, ninguém parece interessado e todos fingem estarem envolvidos num grande evento na vida daqueles pequenos incômodos chamados crianças. Já vi mãe malhada trazer sua menininha e entregar ao professor tatuado, cheio de piercings e com roupa colante, retirando-se para longe, para cultuar seu corpo. Já vi pai de menino de 12 anos, sem nenhuma vergonha, entregar o garoto quase homem para aquele mesmo professor, e depois sair feliz como se fosse o melhor pai do mundo.
Nos dias da semana, quase não vemos crianças por ali. As únicas que frequentam aquele lindo e livre espaço estão ali para estudar! Elas não podem sair correndo, não podem cair, não podem subir, espojar-se no chão, brincar. Todas as outras crianças estão mantidas devidamente encarceradas nas escolas das redondezas. Eu até encontro, vez por outra, uma criança aqui e outra ali. Normalmente, são meninos e meninas que fugiram da escola e estão ali dando um jeito na sua solidão.
Hoje eu vi um garotinho de uns 6 anos com sua babá e o professor. De longe, via-se o menino fugindo tanto da babá como do professor. Ambos, com cara de tédio, tentavam fazer com que aquele menino deixasse a teimosia e resolvesse fazer a “aula”, devidamente paga pelos papais ocupados. Quando me aproximei, ouvi o professor dizer: “Não adianta você esvaziar os pneus da bicicleta. Eu tenho uma bomba de encher aqui”.
Que patético! Um professor esperando para trabalhar, uma babá devidamente registrada e perfeitamente consciente dos seus limites e, por isso mesmo, complacente com as atitudes daquela criança. Afinal, ela é paga para cuidar da segurança, higiene e bem-estar da criança e nada mais. E a terceira figura, que é a que mais me dói ver, o pequeno garoto terceirizado, carente, abandonado, entregue a toda sorte dos seus maus desejos.
Não duvido que os pais dessas crianças estão, em algum lugar, supostamente trabalhando por amor daquelas crianças. Eles se acham os pais mais guerreiros do mundo, verdadeiros heróis dos seus filhos. Mas, se amassem suas crianças, desejariam estar com elas, aprender com elas, tentar e errar quantas vezes fossem necessárias até construir sólidos alicerces para os desafios da vida. Equilibrar-se na bicicleta não é tão difÃcil assim, mas também não se consegue sem persistência diante dos fracassos. Quando desistimos de aprender na infância, perdemos os melhores anos para o desenvolvimento dessa habilidade. Os pais daquelas crianças não querem deixar passar esse momento sem que aprendam o que é sentir-se livre ao pedalar numa bicicleta. Eles só esquecem de que o mesmo tempo corre para eles. A educação das tenras crianças nos ensina o equilÃbrio, nos torna fortes a cada queda e tentativa de acerto. Desistir disso é desistir de sentir a liberdade de ter aproveitado cada minuto na companhia daquelas criaturas teimosas. Não, eu sei que não é fácil aprender a andar de bicicleta. Às vezes dá raiva, à s vezes bate um desânimo. Mas com muita vontade, conseguimos e só os que conseguem podem dizer: “valeu a pena”.
Criar filhos vai lhe dar trabalho, vai lhe fazer cair, vai expor seus melhores e piores sentimentos. Criar filhos vai exigir de você disciplina e tempo para aproveitar os melhores anos de incutir as verdades na mente das crianças. Mas o sacrifÃcio vai valer a pena. A liberdade compensará o esforço. O vento soprando nos cabelos, a percepção que podemos correr com velocidade pelas nossas próprias pernas é como nos sentiremos quando experimentarmos a alegria de trazer conosco os molhos que, outrora, levamos a chorar. Veremos que aquelas pernas trôpegas e que tantas vezes nos fizeram cair serão as mesmas que nos manterão firmes diante dos desafios.
Aquelas cenas despertam em mim lembranças da minha infância, da minha casa, dos meus pais. E eu sinto saudades dos tempos em que pais e mães seguravam nas selas e corriam com suas crianças para depois soltar e vê-las tombar até sair correndo pela estrada afora! Vou um pouco mais longe e sinto saudades do tempo em que peguei minha bicicleta e, sozinha, aprendi a pedalar, caindo e levantando, rachando os joelhos e desafiando meus próprios limites! Que eu não queira ser melhor que meus pais! Que eu não queira ser tão boa a ponto de me tornar supérflua!
De acordo com o recente relatório Barna sobre conversas espirituais na era digital, as crianças que crescem ouvindo regularmente falar sobre a fé e vendo seus pais integrar a fé na vida cotidiana têm muito mais chances de continuar engajadas ativamente em sua fé à medida que envelhecem. Em outras palavras, os pais que estão desejosos de conversar com seus filhos sobre assuntos espirituais criam filhos igualmente desejosos pelas conversas. Embora muitas vezes pensemos em compartilhar a fé como algo que fazemos com estranhos ou amigos não-cristãos, algumas das conversas mais significativas e impactantes acontecem no contexto familiar do lar.
Os que são pais sabem que é mais fácil dizer do que fazer.
Sou mãe de quatro crianças com idades entre 4 e 12 anos. Na última primavera depois que a escola e os esportes terminaram, todos os cômodos da minha casa precisavam ser organizados, aspirados e limpos. As roupas na minha lavanderia pareciam estar rastejando para a máquina de lavar por conta própria.
Certa manhã, ouvi minha filha mais nova gritar: “Mãe, há uma grande quantidade de SunButter no chão da cozinha!” Eu não comi nenhum SunButter hoje ou ontem, pensei. Fui direto para a cozinha. Enquanto limpava a bagunça, notei o quanto o chão estava sujo. Uma coisa levou a outra e, antes que eu percebesse, organizei, aspirei, limpei e organizei até o dia quase acabar. Embora meus esforços para limpar fossem compreensÃveis, não consegui gastar tempo - nem um pouco de tempo - disciplinando aqueles a quem Cristo me chamou: meus filhos.
Em certo sentido, parece estranho pensar em nossos filhos como uma meta de ministério estratégico de Deus para nós; eles não são estranhos vivendo em uma cultura diferente em uma parte diferente do mundo. Mas os pais são estatisticamente a influência mais duradoura na fé, o que significa que nossos filhos precisam ouvir as Boas Novas regularmente. Todos os dias, os pais funcionam como ministros - missionários, até - para um povo nativo que só nós conhecemos e temos acesso Ãntimo.
Como mãe, muitas vezes luto para sentir a importância eterna da minha missão. Quando uma oportunidade alegre de ministrar se tornou pesada? Como uma paixão inspirada por Deus pelos outros se torna uma obrigação? A colheita pode ser abundante, mas os pais estão rotineiramente cansados e desencorajados (Mt 9:37).
Mesmo quando encontro tempo ininterrupto para discipular meus filhos, muitas vezes penso nisso como apenas mais uma tarefa repetitiva como colocar os pratos na máquina de lavar louça. Mas ensinar as crianças as Boas Novas é uma das maneiras mais eficazes de seguir as instruções de Jesus para “ir e fazer discÃpulos de todas as nações” (Mt 28:19). Eu tenho um campo missionário vivo e crescendo bem debaixo do meu próprio teto, e arranjar tempo para a formação espiritual é parte do meu chamado para criar seres eternos com propósitos eternos.
Encontramos esse chamado nas Escrituras. A carta de Paulo aos Romanos instrui os crentes a reivindicarem o que sabem ser verdade sobre o evangelho: a saber, que as Boas Novas da redenção é para todos. Ele ressalta sua confiança nos crentes em Roma que eram “cheios de todo o conhecimento, podendo admoestar-vos uns aos outros” (Rm. 15:14). Da mesma forma, os pais também são competentes para ensinar o evangelho. Não é apenas outra tarefa - talvez seja a única tarefa que nos define como pais que seguem Jesus, e o valor eterno disso traz grande alegria.
Assim como Deus deu a Paulo o dever de ser “ministro de Jesus Cristo entre os gentios”, Deus dá à s mães e aos pais o dever sacerdotal de proclamar o evangelho aos filhos (Rm. 15:16) para que eles se tornem uma oferta agradável a Ele. Embora muitas vezes nos sintamos desencorajados e frustrados, continuamos insistindo, sabendo que o que mais importa não é o quanto conseguimos dizer à s crianças a respeito do Evangelho em um determinado dia, mas sim como fazemos isso consistentemente ao longo do tempo. Quando oramos com nossos filhos antes de dormir, quando lemos histórias da BÃblia e cantamos juntos hinos de adoração, convidamos Deus para entrar na vida de nossos filhos, confiando que ele é fiel para redimi-los e santificá-los pelo EspÃrito Santo.
Quando pensamos na igreja ocidental numa era de crescente secularismo, muitas vezes olhamos para fora, em direção aqueles que estão deixando a fé e saindo do Corpo de Cristo. Mas também precisamos olhar para dentro, para nossos próprios lares, entendendo que o discipulado e o evangelismo começam nele, nas rotinas do dia a dia e nos espaços familiares. O futuro da igreja depende disso.
Para os pais, a beleza e a vitalidade de compartilhar as Boas Novas com nossos filhos é “pregar o evangelho não onde Cristo houvera sido nomeado, para não edificar sobre fundamento alheio. Antes, como está escrito: 'Aqueles a quem não foi anunciado o verão, e os que não ouviram O entenderão' ”(Rm. 15: 20-21).
Essa pregação acontece em nossos próprios quintais.
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Noël Green tem graduação em antropologia, casamento e terapia familiar. Ela mora com o marido e seus filhos em Columbia, Carolina do Sul. Você pode manter contato com ela pelo Twitter .
Leia o texto original aqui.

À medida que o tempo vai passando e nossos filhos crescem, precisamos lidar cada vez mais com uma personalidade distinta, com alguém que está tornando-se ele mesmo, com suas virtudes e vÃcios, amores e desamores. E não é fácil. Lentamente observamos que estamos perdendo aquele controle, aquela influência soberana. E precisamos aprender a lidar com alguém pecador, carente da graça e desesperadamente necessitado de ajuda. E é aqui que a parábola do Bom Samaritano fala aos meus dias.
Quando a lemos, logo pensamos que devemos ajudar a quem quer que esteja em nosso caminho necessitando de cuidados, amor, atenção. Eu acredito que os cristãos sinceros pensam aplicar esta verdade tão logo encontrarem pessoas assim, porém é sempre um pensamento distante, de alguém desconhecido ou até mesmo um inimigo. Os intérpretes da passagem sempre enfatizam a rivalidade que havia entre os samaritanos e os judeus, reforçando ainda mais essa ideia. Está tudo certo com essa interpretação. Mas o significado da história não pára por aÃ. Essa parábola fala alto nos nossos dias, nas relações em famÃlia, no contato diário com os filhos.
É normal sentir-se fatigada com criaturas dependentes que paradoxalmente têm espÃritos independentes. É normal falar consigo mesma, várias vezes, que está cansada de repetir as mesmas coisas, sem sucesso. É normal sentir que está perdendo a batalha, quando você cede a todo esse desespero e age como um verdadeiro inimigo. O ciclo é mais ou menos assim: você observa o mal comportamento da criança e vê que precisa de correção. Logo você se coloca como aquela que deve instruir antes que outros façam, trazendo vergonha para você e expondo seu filho ao ridÃculo. Você chama então para uma conversa. Aproxima-se cheia de amor e com sincero desejo de ensinar o bem e as boas virtudes. Sente-se uma verdadeira mãe confiante, revestida de uma experiência de dar inveja à quela criança. A conversa começa bonita, mas a resposta ao ensinamento é adversa. Você percebe os sinais de reprovação e imposta o tom da voz, enchendo-se de autoridade. Nada funciona. Até que você cede aos apelos de sua própria justiça e não mais age como mãe, mas como uma autoridade implacável e disposta a declarar todo o juÃzo que há sobre as más obras da criança. Nesse ponto, você já desistiu. E tudo termina com um sentimento de tristeza que a leva aos pés de Jesus perguntando: "O que há comigo? Sou uma mãe fracassada! Como eu devo proceder para obter sucesso? O que é que eu faço, Senhor? Por favor, me responda!"
Eu estava assim e, como de costume, saà da oração e peguei minha BÃblia. Ela sempre me guia, me renova as forças, concede luz para o meu caminho. Ela é tão singela... mas tão cheia de tesouros de muito valor! Abro em Lucas 10, nessa linda história contada por ninguém menos que Jesus! Sim, Ele estava ali comigo falando bem ao meu coração. Ele me disse:
"Pense em mim como o Bom Samaritano. Sou como aquele estrangeiro que levantei teus filhos feridos, marcados pelos golpes do ladrão que ronda este mundo em busca de almas para tragar (lembras de Jó? Ele sempre vem de 'rodear a terra e passear por ela'). Teus filhos serão marcados pelos golpes sangrentos do vil tentador, mas eu vim para erguê-los! Eu coloquei óleo nas feridas do orgulho, da soberba, do olhar altivo e teimoso. Eu os trouxe e deixei-os na estalagem do teu lar. Dei ordens para que tu cuides deles. Eu vou voltar para saber como eles estão. Voltarei e pedirei contas deste trabalho. Vou trazer comigo a tua recompensa pelo trabalho de tua alma. Eu já abri o caminho para Deus, já facilitei o acesso ao Trono da Graça. Eu penetrei nos céus e coloquei-me diante do Pai em súplica por ti, mãe. Eu me compadeço das tuas fraquezas, Eu entendo tua dor. Eu mesmo passei por elas quando tive que lidar com a teimosia de Pedro, a incredulidade de Tomé, a ingratidão dos nove leprosos, a traição do discÃpulo em quem mais confiava. Sim, eu experimentei tudo isso na minha pele. E fiz isso por ti.
Agora, assim como Eu me compadeço de ti e entendo tuas dores para formar a mim no coração de teus filhos, compadece-te deles concedendo-lhes o benefÃcio do perdão, abrindo as portas da misericórdia, revelando o amor que tenho revelado a ti. O trono do Pai é o trono da graça. Você pode se aproximar dele e alcançar a misericórdia. Mas não esqueças: eu te coloquei como mordomo, como cuidador temporário destas crianças. Eles caÃram e Eu os ergui e limpei suas feridas, mas o trabalho ainda não acabou. Eu deixei em tuas mãos a responsabilidade de abrir o caminho para Mim, para minha volta, e você precisa manifestar a eles o que eu tenho manifestado a ti. Mostre a misericórdia e o perdão. Mostre a graça, a graça que te alcançou. E lembra-te de que há um tempo oportuno. O teu tempo com eles é breve. A tua ajuda é só por um momento. Quando Eu chegar, como encontrarei este hóspede? Não reclame do cansaço, pois ele sempre acompanha o trabalho desde que o pecado entrou neste mundo. O teu serviço não será em vão. Eu virei com a recompensa."
Ele me consolou assim, trazendo à minha lembrança o que me pode dar esperança. Isso tem sido o meu refúgio quando o vendaval chega para açoitar meus mais lindos planos de ver Cristo formado em meus filhos. As feridas em suas almas não devem despertar em mim sentimentos de frustração, mas de firme convicção de que aquEle que penetrou nos céus, meu precursor, deixou aberto o caminho para que a esperança me guie até ao Trono da graça, a fim de que eu possa ajudar e ser ajudada em tempo oportuno. Essa esperança é como âncora da minha alma. Ela é firme e penetra até ao interior do véu (Hb 6:18-20).
A história do Bom Samaritano é um belo reflexo da misericórdia de Deus em Cristo, compadecendo-se de miseráveis viajantes. Nossos filhos, assim como aquele viajante, já nasceram descendo o caminho perigoso como tolos e imprudentes, expondo sua insensatez ao andar por onde não deveriam e fazer aquilo que não deveriam fazer. O pecado os derrubou e os acorrentou. Mas Jesus não os rejeitou, como não rejeitou a nós. Não podemos ser negligentes na misericórdia como foram o sacerdote e o levita.
A religiosidade, representada pelo sacerdote, não pode curar as feridas dos nossos filhos. Cumprir rituais religiosos são importantes, mas não salvam. Eu entendi que não é meu desejo de ensiná-los na Verdade que eles serão salvos de si mesmos e dos perigos do mundo. Todo esforço, sem amor, nada é. E o amor é uma Pessoa. Podemos ser meticulosos no cumprimento dos rituais sagrados e ao mesmo tempo perdermos de vista a alma moribunda de nossos filhos. Essa é uma verdade que me espanta. Devo ensinar, estabelecer as tradições que serão como muro protetor, mas elas são apenas limites e podem, por um descuido, também ser impedimentos para o Amor.
O conhecimento, representado pelo levita curioso, também não resolve o problema do pecado. Podemos ler sobre os dilemas da juventude, buscar conselhos e aplicar técnicas da ciência que estuda o comportamento humano. O conhecimento é curioso, chega perto para analisar a ferida, mas não é compassivo. O levita foi e olhou, mas passou adiante. O conhecimento humano busca saber, mas não ajuda. Ele pode analisar profundamente a trajetória do caminho, explicar as marcas no corpo do ferido, pode até mesmo justificar sua inoperância em salvá-lo, alegando que o lugar é sombrio demais para demorar e levantar o caÃdo. Não é assim o nosso conhecimento intelectual a respeito do pecado? Sabemos o que motiva a teimosia, somos precisos no diagnóstico, mas ele não resiste ao tempo e nem à s condições do ambiente e da pessoa. O simples conhecimento, sem o amor, é impaciente e soberbo. Devemos ter cuidado com ele, quando se mostra mais urgente do que a compaixão.
Por fim, o único que pode salvar nossos filhos é aquEle que tem compaixão. Jesus é o samaritano desprezado, mas compassivo, que mostra misericórdia e salva aquele que estava em inimizade com Ele. Ele manifesta o amor de Deus, mostrando a misericórdia do auto-sacrifÃcio que mata a inimizade (Ef 2.16).
O bom samaritano tem as caracterÃsticas de Jesus, aquele veio buscar e salvar os que estão perdidos. Ele veio até nossos filhos, exatamente onde estão, na condição de pecadores, sem a menor capacidade de fazer nada por si mesmos. Ele tem compaixão e apesar de estarem cheios de feridas e contusões, Ele as ligou, derramando o óleo do EspÃrito Santo. Ele os colocou sobre seus ombros, dando-lhes o direito de serem filhos de Deus. Ele os leva para uma pousada. Nosso lar é a pousada e nós somos ajudantes do Senhor nessa obra. Ele providenciou cura através de pessoas comuns, como eu e você. E deixou uma promessa: "Eu vou, mas voltarei para vós". Cristo padeceu por nós, deixando-nos o exemplo, para que sigamos as suas pisadas (1Pedro 2:21).
Ele disse: "...na medida em que fizestes a um destes meus pequeninos, a mim o fizestes". Quando Ele voltar, recompensará nossos feitos (Mateus 25:40).
Portanto, "Vai e faze da mesma maneira" (Lc 10.37).
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"E, respondendo Jesus, disse: Descia um homem de Jerusalém para Jericó, e caiu nas mãos dos salteadores, os quais o despojaram e, espancando-o, se retiraram, deixando-o meio morto. E, ocasionalmente, descia pelo mesmo caminho certo sacerdote; e, vendo-o, passou de largo. E, de igual modo, também um levita, chegando à quele lugar e vendo-o, passou de largo. Mas um samaritano que ia de viagem chegou ao pé dele e, vendo-o, moveu-se de Ãntima compaixão. E, aproximando-se, atou-lhe as feridas, aplicando-lhes azeite e vinho; e, pondo-o sobre a sua cavalgadura, levou-o para uma estalagem e cuidou dele; E, partindo ao outro dia, tirou dois dinheiros, e deu-os ao hospedeiro, e disse-lhe: Cuida dele, e tudo o que de mais gastares eu to pagarei, quando voltar."
Lucas 10:30-35
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Adna S Barbosa
Em uma sociedade onde o governo é intervencionista a ponto de tentar a todo custo controlar toda e qualquer atividade desempenhada pelo individuo, somando-se a isso a grande mÃdia que por indução leva à perversão moral da criatura, a famÃlia cristã tem a difÃcil tarefa de educar seus filhos no Caminho que conduz ao céu.
A formação familiar é anterior ao surgimento do Estado, portanto, não cabe a ele definir, regular ou mesmo organizar qualquer dinâmica familiar. A famÃlia é uma instituição divina, pensada e criada por Deus desde a fundação do mundo com estrutura e objetivos bem definidos. Vejamos o que diz no livro do Gênesis:
“Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne... E Deus os abençoou, e Deus lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a...” (2.24 – 1.28)
Quanto à estrutura familiar, a BÃblia é enfática ao estabelecer os pais como responsáveis em transmitir o sacro legado à sua descendência. Leiamos o que o Senhor determinou em Deuteronômio 11.19,20:
“Ensinai os mandamentos do SENHOR aos vossos filhos, conversando acerca deles quando estiverdes sentados em casa e nos momentos em que estiverdes andando pelos caminhos, ao deitardes e quando vos levantardes para um novo dia; tu os escreverás nos umbrais da tua casa, e nas tuas portas”.
Muitos cristãos, entretanto, têm esquecido desta incumbência outorgada por Deus deixando as pequenas mentes em formação a cargo de escolas que, sem nenhum valor ético, moral e muito menos cristão, têm levado gerações inteiras ao abismo. O que se tem visto é inexperientes marujos tomando o leme de um navio sem ao menos ter à sua disposição uma rota ou mesmo um mapa para guiá-los, resultando em vidas à deriva no mar da vida.
O comportamento absurdo que temos visto em nossa juventude é reflexo da falta de posicionamento parental. Tudo é prioridade na lista cotidiana de afazeres dos genitores, exceto a dedicação aos filhos, que não possui sequer um lugarzinho na concorrida agenda dos pais. Gary Thomas, em seu livro “A bênção de ter filhos”, sintetiza bem esta realidade ao trazer a seguinte declaração: “algumas pessoas trazem uma criança ao mundo, mas se recusam a fazer os sacrifÃcios necessários para realmente criá-la”.
É impossÃvel ensinar o caminho se não o trilharmos lado a lado de nossos filhos. O sábio, em Provérbios 22.6, nos diz: “Ensina a criança no Caminho em que deve andar, e mesmo quando for idoso não se desviará dele”. O acompanhamento de perto dos pais que tem em vista a formação completa – espÃrito, alma e corpo – de seus filhos, deve ser a meta a ser perseguida pela famÃlia cristã.
O regresso aos parâmetros estabelecidos pelo Criador para a famÃlia inclui a aproximação dos pais aos filhos. Mas será isto viável na sociedade contemporânea, onde o abismo entre as gerações é tão colossal? A BÃblia nos mostra que sim.
Tomemos como exemplo o povo de Israel, em diversos momentos de sua trajetória o paÃs se encontrou em situação semelhante ao que vemos hoje. O distanciamento dos preceitos divinos levou a nação à perversão moral de toda uma geração. Apesar disto, o Senhor os resgatou de sua imoralidade, como está registrado no capÃtulo 4 e versÃculo 6 do livro do profeta Malaquias: “Ele fará com que os corações dos pais se voltem para seus filhos, e os corações dos filhos para seus pais”. Harvey e Laurie Bluedorn destacam na frase a seguir o que ocorrerá quando retornarmos aos preceitos divinos: “só por meio da transformação da famÃlia, a sociedade pode ser reestruturada para estar de acordo com a ordem cristã e com o governo da lei de Deus.”
Quando os pais retomam a condução da criação dos filhos acontece algo maravilhoso, toda famÃlia goza de crescimento espiritual e é notável o reforço nos laços parentais. Os pais tomam a consciência de que são exemplos a serem seguidos e por isto tem o dever de se portar de forma irrepreensÃvel, já os filhos, por sua vez, ao ver o caráter integro de seus pais, os terão como referências a serem seguidas.
Voltemos a consciência cristã de que os filhos são heranças dadas pelo Senhor com o principal objetivo de serem cidadãos dos céus e não fardos pesados a serem carregados na jornada da vida.
Temos de substituir os divertimentos tecnológicos pelo Culto Familiar doméstico, desta forma, estaremos conduzindo nossos filhos ao verdadeiro conhecimento da verdade: Cristo.
Criar e educar os filhos é uma tarefa que exige dedicação integral, maternidade e paternidade devem estar a serviço desta tão nobre tarefa. O retorno ao modelo bÃblico é necessário e urgente, despertemos enquanto há tempo e salvemos a próxima geração e as seguintes para o Senhor.
Algumas {boas} dicas para ter o segundo, terceiro, quarto, quinto... quantos filhos quiser!
Claro, vi a mim mesma em cada imagem daquela famÃlia de três filhos... E o meu sincero desejo é que essas histórias inspirem pais e mães a retornarem ao lar e recomeçarem uma nova vida com mais tempo, mais amor, mais dedicação, mais vida e menos ostentação, menos dÃvidas, menos correria, menos estresse. Posso afirmar que tudo é possÃvel, desde que creiamos que Deus supre todas as nossas necessidades.
Mais tempo em casa é mais tempo instruindo, mais tempo amando, mais tempo investindo na eternidade. São as coisas eternam que valem finalmente. O resto é palha e ficará por aqui.
Abaixo está um texto que escrevi ano passado, com algumas dicas para economizar e viver melhor em famÃlia. Um abraço a todos!
Algumas {boas} dicas para ter o segundo, terceiro, quarto, quinto... Quantos filhos quiser!





















