Imagine que você trabalha num lugar em que o seu trabalho é monitorado todos os dias pelo seu chefe. É dito exatamente o que deve fazer, como fazê-lo e quando fazê-lo. Você é obrigado a permanecer no seu lugar até que seu chefe diga quando pode mover-se. Cada parte de seu trabalho é avaliada e comparada, todos os dias, com o trabalho realizado por seus colegas de trabalho. Raramente confiam que você é capaz de tomar suas próprias decisões. Esse cenário sobre o emprego mostra que esta não é apenas uma situação laboral mais tediosa, mas também a mais estressante. Microgerenciamento deixa as pessoas loucas.
As crianças são pessoas, e elas respondem exatamente como os adultos fazem na microgestão: com severas restrições à liberdade e uma avaliação constante e não solicitada. A escola, muitas vezes, é exatamente como o tipo de pesadelo que acabei de descrever; e, pior ainda, é um trabalho que as crianças não têm permissão para sair. Não importa o quanto eles estejam sofrendo, eles são forçados a continuar, a menos que eles tenham pais esclarecidos e que tenham condições, conhecimentos e vontade de tirá-los deste meio. Incluindo a tarefa de casa, a quantidade de horas que as crianças passam nesse estudo forçado é muitas vezes maior do que a quantidade de horas que seus pais passam em seus empregos em tempo integral, sem falar que a liberdade das crianças para mover-se na escola é muito menor que a dos pais no trabalho.
No final do século 19 e inÃcio do século 20, muitas pessoas ficaram preocupados com os efeitos nocivos que o trabalho infantil desencadearia no desenvolvimento e bem-estar das crianças, e, por isso, foram aprovadas leis para proibi-lo. Mas agora temos a escola, e a expandimos de tal forma que o tempo gasto nela equivale a um emprego em tempo integral - um trabalho psicologicamente estressante e sedentário, para o qual a criança não é paga e não ganha o senso de independência e orgulho de que pode receber de um trabalho real.
Eu já mostrei que as crianças, especialmente os adolescentes, são menos felizes na escola do que em qualquer outro ambiente onde elas se encontram regularmente e que o aumento da escolaridade, juntamente com a diminuição da liberdade fora da escola, correlaciona, ao longo de décadas, com o acentuado aumento das taxas de transtornos psiquiátricos em jovens, incluindo, principalmente, a depressão e os transtornos de ansiedade .
Estamos, agora, começando a ver os anúncios "de volta à escola", e eu me pergunto sobre a relação entre a saúde mental das crianças e o ano letivo. Observei uma relação entre o número de visitas à emergência psiquiátrica por crianças em idade escolar que ocorrem a cada mês. Essas visitas diminuem no verão, quando a escola (para a maioria das crianças) não está em atividade?
Em uma pesquisa bastante extensa da literatura publicada, encontrei apenas um conjunto de dados publicamente disponÃvel sobre isso - em um artigo on-line sobre as visitas psiquiátricas de emergência das crianças no Centro Mental Infantil de Connecticut em Hartford ( aqui ). O ponto principal do artigo foi que tais visitas aumentaram dramaticamente nos últimos anos e os tempos de espera na emergência aumentaram. No entanto, um gráfico interativo no artigo mostra o número dessas visitas de emergência por cada mês, para cada ano de 2000 a 2013. Mesmo um rápido olhar no gráfico tornou óbvio que, a cada ano, o número de visitas caiu no verão e aumentou novamente no ano letivo.
Para quantificar isso, calculei o número médio de visitas, por mês, por três anos- 2011 a 2013. Incluà apenas as visitas que foram suficientemente graves, as que levaram, pelo menos, uma pernoite na emergência. Aqui estão os dados:

Fonte: Charlie Hoehn
Assim como eu previ, julho e agosto são os meses com, de longe, o menor número de visitas psiquiátricas na emergência infantil. De fato, o número médio de visitas para esses dois meses combinados (70 por mês) é inferior à metade da média durante os meses completos (142 visitas por mês para os nove meses, excluindo junho, julho e agosto). Junho, que tem alguns dias escolares (sofre uma variação dependendo do número de dias nos quais que nevam), também é baixo, mas não tão baixo quanto julho e agosto. Curiosamente, e não previsto pela minha hipótese, setembro também é relativamente baixo, equivalente a junho. Parece plausÃvel que setembro seja um mês de preparo na escola; testes sérios, trabalhos pesados e boletim de notas estão por vir. Pode demorar algumas semanas na escola antes do estresse realmente começar.
Alguém pode argumentar que a variação sazonal em crises de saúde mental reflete o clima, e não o ano letivo. No entanto, esse argumento cai por terra quando olhamos para os outros meses. O mês com maior taxa de visitas das crianças à emergência psiquiátrica é maio, e maio é geralmente o mês mais difÃcil da escola. O mês de maio é o mês das provas finais e do fechamento das notas.
Estes, é certo, são dados de apenas um centro de saúde mental infantil. Eu gosto de procurar mais dados para testar a hipótese. Se você conhece esses dados, ou se você está motivado a fazer alguma pesquisa para descobrir esses dados de um centro de saúde mental infantil em sua comunidade, avise-me! Enquanto isso, se você é pai de uma criança em idade escolar pensando em "voltar para a escola", mantenha isso em mente: as evidências disponÃveis sugerem muito que a escola é ruim para a saúde mental das crianças. Claro, é ruim para sua saúde fÃsica também; A natureza não projetou crianças para estarem trancadas o dia inteiro em um trabalho duro e microgerenciado.
Peter Gray
(artigo publicado em 07/08/2014)Sobre o autor
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In
adolescencia,
adolescente
Existe essa de adolescência ou estamos criando nossos próprios monstros?
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| "Adolescentes" que mataram 10 pessoas numa escola em Suzano/SP |
Desde que foi inventada, a adolescência é usada como desculpa para todo tipo de loucura dos jovens. O termo adolescente foi baseado em ideias evolutivas de desenvolvimento para colocar os jovens numa categoria especÃfica, possuidores de necessidades especiais. Claro, tudo isso serviu para apimentar o comércio, a indústria da adolescência, os consultórios de profissionais especializados.
Até cerca de um século atrás, essa fase não era sinônimo de rebeldia e violência pois esses jovens estavam totalmente integrados na sociedade adulta e, por isso, eram capazes de assumir responsabilidades e usufruir de liberdades. Hoje, porém, eles estão inseridos na categoria de crianças crescidas. Numa fase de intensa transformação do corpo, esses jovens são deixados sozinhos com seus pares e desprovidos de qualquer participação significativa na vida. Essa categorização os segregou em suas próprias tribos, distanciando-os dos adultos, acorrentando-os numa infância prolongada, reprimidos de tal maneira que não são autorizados a deixar de serem crianças.
Mesmo com uma intensa produção hormonal que, nos homens especialmente, estimula a força e os impulsos sexuais, nossa sociedade psicologizada põe freios na mente, deixando livre o corpo. Com essa tal da adolescência, os jovens não podem casar, não podem trabalhar, não podem assumir as responsabilidades que seus corpos suportam. Eles têm que ficar estudando ad infinitum, enquanto matam o tempo livre jogando e curtindo as baladas com os amigos. Nossos cientistas comportamentais convenceram que o casamento nessa fase é precoce, mas que o sexo é diversão, que é um fardo enorme assumir os deveres de um trabalho ao mesmo tempo em que coloca em suas mãos todos os artefatos da tecnologia e progresso do trabalho alheio. Ou seja, a recompensa vem antes do compromisso e o salário, antes do trabalho.
Não encontramos nem na BÃblia nem na história algo que apoie essa ideia. Pelo contrário, vemos que Deus não faz nada em vão, nem mesmo essa fase da vida. Esse poder latente no homem jovem existe para ser gasto no trabalho em prol de sua famÃlia, no envolvimento sexual dentro do casamento. Deus planejou esses homens de tal forma para esse propósito que quando a sociedade os força a permanecer fora do mundo adulto, mantendo-os trancados em salas de aula por muitas horas, o resultado que temos são esses adolescentes problemáticos. Não é sem razão a violência, a promiscuidade, a depressão e a falta de sentido que esses jovens carregam dentro de si. Viver fora do padrão divino é o caminho para a destruição.
Esses jovens passaram toda a infância, momento imprescindÃvel na formação de vÃnculos afetivos com os pais, ligados a adultos profissionais que eram pagos para transmitirem conteúdos, vistos para o sistema apenas como nomes na lista de chamada. Com relações tão frias assim, essa educação mata a famÃlia e consequentemente seus jovens, mas a solução que os burocratas da educação darão para o fato ocorrido hoje - anotem aà - será ampliar esse tempo na escola, enchendo-os de atividades na chamada escola integral. Escolas públicas, como sabemos, são depósitos de jovens, dominadas por sindicatos e interesses polÃticos de coerção e dominação do Estado.
Casos como o que aconteceu hoje deveriam nos despertar para a realidade de que adolescentes (se assim podemos chamar) são pessoas de direito e deveres plenos, capazes de assumirem as responsabilidades da liberdade outorgada. O que nossos jovens precisam não são de ministérios e trabalhos que os separem ainda mais dos adultos, mas uma integração com a vida adulta, aproximação com os pais e maior orientação “no caminho em que devem andar”.
Como igreja, não podemos nos curvar diante dessa subcultura adolescente, enchendo-os de brinquedinhos eletrônicos, roupas bonitas e tempo livre nas redes sociais. Se tirarmos tudo isso, todas essas indústrias fúteis entrarão em colapso e provavelmente eles entrarão mais cedo na idade adulta, sem traumas e sem rastros de sangue pelas escolas.
É tempo de reavaliarmos nossos métodos. Estamos saturados de Freud, Paulo Freire, Piaget. Não dá mais para continuarmos pregando o Evangelho com as vestes do mundo. Nossos jovens precisam da pura doutrina bÃblica, compromisso sério com o casamento, esforço diligente no trabalho, educação sadia no lar, provisão e amor. Eles precisam também de adultos por perto, ensinando-os pelo exemplo. Discipular não é fácil, mas é o trabalho que temos a fazer. Não dá mais para deixá-los sozinhos, trancados em seus quartos ou com os da sua tribo.
Jesus, antes de morrer e subir aos céus, pôde apresentar-se diante de Deus como aquele que cumprira o seu dever como Mestre e discipulador no mundo. "Estando eu com eles no mundo", disse, "guardei-os em teu nome e nenhum deles se perdeu". O nosso dia também chegará e estaremos diante de Deus para devolvermos o que recebemos do Pai.
Nossos jovens são a força de Deus no mundo, a força que vence o maligno. O que estamos assistindo, infelizmente, é a vitória do inimigo sobre eles, tomando posse de suas mentes por meio dessa cultura endemoniada. Como discÃpulos de Jesus, precisamos nos levantar pelos jovens e tomar as rédeas da educação, destruindo os conselhos e toda altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus, trazendo cativo todo o entendimento à obediência de Cristo (2 Co. 10:5,6).
Nossos jovens são a força de Deus no mundo, a força que vence o maligno. O que estamos assistindo, infelizmente, é a vitória do inimigo sobre eles, tomando posse de suas mentes por meio dessa cultura endemoniada. Como discÃpulos de Jesus, precisamos nos levantar pelos jovens e tomar as rédeas da educação, destruindo os conselhos e toda altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus, trazendo cativo todo o entendimento à obediência de Cristo (2 Co. 10:5,6).
Só poderemos nos vingar do que aconteceu hoje (porque essa é a nossa vontade), quando formos obedientes à verdade. A nossa vingança é a obediência ao chamado divino de discipular a mente dos jovens. Você está pronto para se vingar do inimigo?
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Adna S Barbosa
Nos últimos dias, várias mensagens circularam pelos grupos de WhatsApp sobre a programação da Rede Globo: a nova novela das 9h, A Lei do Amor, e um filme que exalta o satanismo, chamado A Comédia Divina (veja aqui o trailer). Numa das aberturas da novela está um par de homens dançando e relacionando-se como se fossem marido e mulher. Já no filme, há uma clara intenção de difamar a igreja e exaltar o satanismo e as práticas ocultas das trevas. Claro, tudo em nome do cinema, da arte e da liberdade de expressão.
Estamos vivendo numa nova ditadura, num novo totalitarismo vestido de democracia, liberdade de expressão, igualdade e tolerância. No cerne desta suposta liberdade está o desmantelamento das normas sexuais. Tudo isso faz parte de uma agenda mundial que visa destruir a famÃlia tradicional e os valores judaico-cristãos. Como desde o inÃcio do mundo até hoje, o prÃncipe deste mundo incita os homens ao pecado; estes, por sua vez, são inflamados pelas suas próprias concupiscências, que são ratificadas e incentivadas pelo sistema mundano. E tal como nos tempos de Noé, usam toda sua imaginação para produzir males. Mesmo tendo o conhecimento de Deus, preferem dar ouvidos aos clamores dos seus corações obstinados e dedicam suas vidas e energias para recriar uma humanidade à sua própria imagem caÃda. As produções culturais mundanas nada mais são, portanto, do que uma racionalização dos próprios pecados dos seus autores.
Esse padrão de produção cultural se repete ao longo da história da humanidade. E hoje, ele aparece na forma da cultura popular, nas produções televisivas e cinematográficas. Esse intento maligno, na história recente e que nos toca diretamente, procurou atrair primeiro o povo comum dando um status de ciência à toda racionalização do pecado, abolindo toda moral cristã da vida humana. Desde que a ciência foi ungida como o único caminho da verdade (cientificismo), as atividades da vida familiar, como educar e treinar, foram transferidas para especialistas (educadores, psicólogos, médicos...). Eles tornaram-se os novos pregadores. SubstituÃram o amor paternal pelo controle dos comportamentos de forma cientÃfica. Desde que começaram a usar essa abordagem, cada vez mais foi negada aos pais a competência de criar seus próprios filhos. Isso abriu uma grande brecha para o controle das pessoas e a consequente perda de liberdade.
Pais foram incentivados a deixar seus filhos com especialistas, enquanto buscavam o prazer pessoal em outras atividades. E hoje vemos como estamos à mercê desses profissionais: eles são as pernas, os braços, o coração. Dê uma olhada nas colônias de férias das escolas: salas cheias de crianças que são jogadas para lá porque seus pais não sabem o que fazer com elas nas férias. Olhe também os entretenimentos: TV, games, tablets - nada que envolva ensinamento e envolvimento intencional dos pais. E estes gabam-se de que seus filhos são inteligentes porque sabem mexer naqueles botõezinhos. Observe também os consultórios terapêuticos infantis: são verdadeiros quartos infantis ampliados, feitos para suprir um lar vazio. Para lá vão as crianças aprender a escovar os dentes, vestir-se e até mastigar!



