Da alegria e do apego à ansiedade e à proteção, o comportamento maternal começa com reações bioquímicas.
A artista Sarah Walker me disse uma vez que tornar-se mãe é como descobrir a existência de um novo e estranho quarto na casa onde vive. Eu sempre gostei de descrição de Walker porque é mais precisa do que a abreviação que a maioria das pessoas usa para a vida com um recém-nascido: tudo muda.
Muitas coisas de fato mudam, é claro, mas para as novas mães algumas das diferenças mais claras são também as mais íntimas: as alterações emocionais. E, ao que parece, também são em grande parte neurológicas.
Mesmo antes de uma mulher dar à luz, a gravidez mexe com a própria estrutura de seu cérebro, como me disseram vários neurologistas. Após séculos de observação das mudanças comportamentais em mães de primeira viagem, apenas recentemente os cientistas estão começando, definitivamente, a ligar a maneira como uma mulher age, com o que está acontecendo em seu córtex pré-frontal, no mesencéfalo, nos lobos parietais, e em outros lugares. A substância cinzenta torna-se mais concentrada. A atividade aumenta nas regiões que controlam a empatia, a ansiedade e a interação social. No nível mais básico, essas mudanças, motivadas por uma inundação de hormônios durante a gravidez e no período pós-parto, ajudam a mamãe a sentir-se atraída pelo seu bebê. Em outras palavras, os sentimentos maternos de sublime amor, de proteção feroz e de preocupação constante começam com reações no cérebro.
Mapear o cérebro materno é também, para muitos cientistas, a chave para entender por que tantas mamães experimentam uma grave ansiedade e depressão. Uma em cada seis mulheres sofre de depressão pós-parto, e muitas outras desenvolvem comportamentos compulsivos como lavar as mãos constantemente e verificar muitas vezes se o bebê está respirando.
"Isso é o que chamamos de um aspecto parecido com os comportamentos obsessivos compulsivos durante os primeiros meses, após a chegada do bebê", disse o pesquisador de cérebro materno Pilyoung Kim. "As mães relatam níveis muito altos de padrões de pensamentos sobre situações que elas não podem controlar. Elas estão constantemente pensando no bebê. Está saudável? Doente? Cheio?"
"Em mães de primeira viagem, há mudanças em muitas áreas do cérebro," Kim continuou. "Há um crescimento das regiões cerebrais que cuidam da emoção, das relacionadas com a empatia, e também daquelas que chamamos de motivação materna - e eu acho que esta região poderia ser, em grande parte, relacionada com os comportamentos obsessivos compulsivos maternais. Em animais e em seres humanos, durante o período pós-parto, há um enorme desejo de cuidar de seu próprio filho".
Há várias regiões interconectadas do cérebro que guiam os comportamentos e humor maternais.
Um interesse particular dos pesquisadores é a área cerebral chamada amígdala, que ajuda no processo da memória e dirige reações emocionais como medo, ansiedade e agressividade.
A artista Sarah Walker me disse uma vez que tornar-se mãe é como descobrir a existência de um novo e estranho quarto na casa onde vive. Eu sempre gostei de descrição de Walker porque é mais precisa do que a abreviação que a maioria das pessoas usa para a vida com um recém-nascido: tudo muda.
Muitas coisas de fato mudam, é claro, mas para as novas mães algumas das diferenças mais claras são também as mais íntimas: as alterações emocionais. E, ao que parece, também são em grande parte neurológicas.
Mesmo antes de uma mulher dar à luz, a gravidez mexe com a própria estrutura de seu cérebro, como me disseram vários neurologistas. Após séculos de observação das mudanças comportamentais em mães de primeira viagem, apenas recentemente os cientistas estão começando, definitivamente, a ligar a maneira como uma mulher age, com o que está acontecendo em seu córtex pré-frontal, no mesencéfalo, nos lobos parietais, e em outros lugares. A substância cinzenta torna-se mais concentrada. A atividade aumenta nas regiões que controlam a empatia, a ansiedade e a interação social. No nível mais básico, essas mudanças, motivadas por uma inundação de hormônios durante a gravidez e no período pós-parto, ajudam a mamãe a sentir-se atraída pelo seu bebê. Em outras palavras, os sentimentos maternos de sublime amor, de proteção feroz e de preocupação constante começam com reações no cérebro.
Mapear o cérebro materno é também, para muitos cientistas, a chave para entender por que tantas mamães experimentam uma grave ansiedade e depressão. Uma em cada seis mulheres sofre de depressão pós-parto, e muitas outras desenvolvem comportamentos compulsivos como lavar as mãos constantemente e verificar muitas vezes se o bebê está respirando.
"Isso é o que chamamos de um aspecto parecido com os comportamentos obsessivos compulsivos durante os primeiros meses, após a chegada do bebê", disse o pesquisador de cérebro materno Pilyoung Kim. "As mães relatam níveis muito altos de padrões de pensamentos sobre situações que elas não podem controlar. Elas estão constantemente pensando no bebê. Está saudável? Doente? Cheio?"
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Os cientistas rastrearam diferenças na atividade cerebral
as mulheres ao olhar fotos de seus próprios bebês e
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"Em mães de primeira viagem, há mudanças em muitas áreas do cérebro," Kim continuou. "Há um crescimento das regiões cerebrais que cuidam da emoção, das relacionadas com a empatia, e também daquelas que chamamos de motivação materna - e eu acho que esta região poderia ser, em grande parte, relacionada com os comportamentos obsessivos compulsivos maternais. Em animais e em seres humanos, durante o período pós-parto, há um enorme desejo de cuidar de seu próprio filho".
Há várias regiões interconectadas do cérebro que guiam os comportamentos e humor maternais.
Um interesse particular dos pesquisadores é a área cerebral chamada amígdala, que ajuda no processo da memória e dirige reações emocionais como medo, ansiedade e agressividade.

