Um dos alvos do feminismo é a destruição do casamento. Segundo as feministas, o casamento existe para beneficiar o homem, pois nele o homem obtém o controle sobre as mulheres. Portanto, a extinção do casamento é uma condição necessária para a liberação das mulheres. Desde a ascensão do feminismo radical, nas décadas de 60 e 70, o papel do "chefe de famÃlia" mudou radicalmente. Com a bandeira da igualdade sexual, homem e mulher deveriam dividir igualmente seus espaços na famÃlia e na sociedade. Mas na prática, os homens se tornaram supérfluos no lar e potenciais agressores das mulheres e crianças. Ou seja, homens são os vilões na unidade familiar, uma ameaça à s mulheres e crianças.
Nos últimos dias, várias mensagens circularam pelos grupos de WhatsApp sobre a programação da Rede Globo: a nova novela das 9h, A Lei do Amor, e um filme que exalta o satanismo, chamado A Comédia Divina (veja aqui o trailer). Numa das aberturas da novela está um par de homens dançando e relacionando-se como se fossem marido e mulher. Já no filme, há uma clara intenção de difamar a igreja e exaltar o satanismo e as práticas ocultas das trevas. Claro, tudo em nome do cinema, da arte e da liberdade de expressão.
Estamos vivendo numa nova ditadura, num novo totalitarismo vestido de democracia, liberdade de expressão, igualdade e tolerância. No cerne desta suposta liberdade está o desmantelamento das normas sexuais. Tudo isso faz parte de uma agenda mundial que visa destruir a famÃlia tradicional e os valores judaico-cristãos. Como desde o inÃcio do mundo até hoje, o prÃncipe deste mundo incita os homens ao pecado; estes, por sua vez, são inflamados pelas suas próprias concupiscências, que são ratificadas e incentivadas pelo sistema mundano. E tal como nos tempos de Noé, usam toda sua imaginação para produzir males. Mesmo tendo o conhecimento de Deus, preferem dar ouvidos aos clamores dos seus corações obstinados e dedicam suas vidas e energias para recriar uma humanidade à sua própria imagem caÃda. As produções culturais mundanas nada mais são, portanto, do que uma racionalização dos próprios pecados dos seus autores.
Esse padrão de produção cultural se repete ao longo da história da humanidade. E hoje, ele aparece na forma da cultura popular, nas produções televisivas e cinematográficas. Esse intento maligno, na história recente e que nos toca diretamente, procurou atrair primeiro o povo comum dando um status de ciência à toda racionalização do pecado, abolindo toda moral cristã da vida humana. Desde que a ciência foi ungida como o único caminho da verdade (cientificismo), as atividades da vida familiar, como educar e treinar, foram transferidas para especialistas (educadores, psicólogos, médicos...). Eles tornaram-se os novos pregadores. SubstituÃram o amor paternal pelo controle dos comportamentos de forma cientÃfica. Desde que começaram a usar essa abordagem, cada vez mais foi negada aos pais a competência de criar seus próprios filhos. Isso abriu uma grande brecha para o controle das pessoas e a consequente perda de liberdade.
Pais foram incentivados a deixar seus filhos com especialistas, enquanto buscavam o prazer pessoal em outras atividades. E hoje vemos como estamos à mercê desses profissionais: eles são as pernas, os braços, o coração. Dê uma olhada nas colônias de férias das escolas: salas cheias de crianças que são jogadas para lá porque seus pais não sabem o que fazer com elas nas férias. Olhe também os entretenimentos: TV, games, tablets - nada que envolva ensinamento e envolvimento intencional dos pais. E estes gabam-se de que seus filhos são inteligentes porque sabem mexer naqueles botõezinhos. Observe também os consultórios terapêuticos infantis: são verdadeiros quartos infantis ampliados, feitos para suprir um lar vazio. Para lá vão as crianças aprender a escovar os dentes, vestir-se e até mastigar!
A propaganda do Boticário para o dia dos namorados deste ano não veio com casais homossexuais, mas foi igualmente perversa e ofensiva. Uma mulher oferta a um homem desconhecido um perfume, que ao abrir a embalagem "taca-lhe" um beijo escandaloso com duração de alguns segundos, o suficiente para fazer-nos baixar a cabeça e corar de vergonha. Depois do beijo, eles se apresentam um ao outro. A mensagem? Intimidade sexual com desconhecidos é normal e boa.
Cada vez mais me espanto com o conteúdo ideológico sexual pervertido que carregam as campanhas publicitárias. Empresas de construção exibem comerciais enaltecendo o feminismo, empresas de cosméticos louvam a imoralidade e perversão sexual, pastas de dentes exploram conteúdo pornográfico... E assim seguem as propagandas fisgando seus "peixes" ao propor que o objetivo da vida é a satisfação pessoal pelos meios materiais e do prazer sexual.
Elas se propõem a responder perguntas morais e querem satisfazer ânsias da alma que somente o Evangelho pode responder. Pintam um cenário de satisfação e euforia ao praticar atos libidinosos, vida próspera e feliz para os que satisfazem desejos consumistas. Mas na verdade, tudo não passa de mensagens mentirosas que mostradas repetidas vezes, fixarão nas mentes e assim tentarão roubar-nos os valores, as crenças, os modos de vida que se mostraram eficazes no decorrer das civilizações ao longo da história.


