Uma verdade oculta e absolutamente necessária: Considere a Maternidade

12:12:00

Dia desses, meu esposo estava em um lugar com minha filha caçula. Havia um grupo de pessoas inteligentes, bem-sucedidas, e então, uma delas, achando-a bonitinha, fez a clássica pergunta: "o que você quer ser quando crescer?". Ela ficou encabulada, escondeu-se atrás da perna do pai. A pessoa insiste, mas ela não quis dizer.

Quando saiu daquele lugar, meu esposo perguntou: "e então, o que você quer ser quando crescer?". Ela respondeu rapidamente, e feliz: "quero ser mamãe!". Sem entender o motivo da vergonha e da negação anterior, perguntou: "e por que você não falou?". Ela disse: "porque as pessoas iriam sorrir de mim".

Ao chegar em casa, meu esposo me contou o ocorrido. Ela estava ali, com aquela carinha feliz, com os olhinhos brilhando para mim. E então eu me dirijo a ela, dizendo: "meu amor, você não precisa ter vergonha do que as pessoas vão dizer de você. Não há melhor trabalho no mundo do que ser uma mamãe. Você não sabe disso?". Ela balançou a cabeça, me deu um abraço e voltou a brincar de bonecas.

Bem, não é a primeira vez que ela diz que quer ser mamãe. Mas acho que já deve ter dito isso longe de mim, e alguém deve ter sugerido que ela poderia ser mais do que uma mamãe, afinal, ser mãe é coisa para mulheres sem vocação ou para aquelas que não tiveram oportunidade na vida. Sim, numa escola em que meu filho estudou, fizeram uma atividade para apresentar as profissões das mães. Nenhuma era mãe e dona do seu lar, somente eu me defini assim, apesar de todas serem "as mães" dos seus filhos. Mulheres inteligentes estão lá fora, no mundo visível. As mulheres limitadas e tímidas estão dentro de quatro paredes, enfrentando uma rotina pra lá de chata. Sim, eu sei que falam isso, porque eu mesma já ouvi de pessoas incríveis essas afirmações. Ser mãe, portanto, não é uma escolha tão boa assim. É melhor definir-se como professora, empresária, vendedora, profissional liberal, terapeuta e por aí vai, do que definir-se como mãe.

Infelizmente, no mundo pós-moderno em que vivemos, temos uma clara tendência a separarmos o público do privado, a carreira lá fora da vida no lar, e algumas mamães hoje tentam até mesmo "profissionalizar" a maternidade para torná-la justificável. Quando não pagam por isso contratando mulheres com um vasto currículo nas agências, tratam de enxergar a maternidade como mais uma carreira, e como toda carreira, fazem cursos, leem livros, pesquisam sites, vão quase todos os dias no pediatra e para cada habilidade específica da criança tratam de profissionalizá-la. Como? Se o menino não sabe vestir-se, leva para a terapeuta ocupacional. Se não largou a fralda, faz consultas no psicólogo. Se é tímido, manda ele para a escola, para o clubinho, para a casa do fulano, para a profissional sicrana e por aí vai. Eu sei que cada profissional tem seu valor e seu lugar na sociedade. Mas eu me impressiono com a quantidade de serviços que consumimos por nossos filhos, nas questões mais triviais, que antigamente ou eram resolvidas com o tempo, ou eram administradas em casa, com os pais e a família.

Às vezes eu fico a pensar que essa quantidade enorme de especializações profissionais é fruto de uma geração que não sabe mais o que é tempo e dedicação voluntária, paciente e amorosa no lar. Substituímos o beijo no joelho pela urgência pediátrica, a tentativa e erro pela sessões de TO, a conversa olho no olho pelo psicólogo com hora marcada, a comida caseira e sem melindres pelos elaborados cardápios incompreensíveis ou pelos impessoais restaurantes, deixamos de lado a disciplina amorosa pelos novos métodos de educação. Nesse sentido, não surpreende o fato de  que ser mãe é uma ocupação secundária, sem muitas alegrias.  

Já não se é mais mãe pelo puro e natural instinto feminino, pelo desejo de cuidar sem interesse, pela vontade de satisfazer um clamor interno que não pode ser substituído por nada nesse mundo. Precisamos ser honestos: ser mãe não é ter uma carreira dentro do lar. Deixe-me esclarecer: ser mãe não é fazer um curso e receber um diploma que atesta sua idoneidade para criar, cuidar e amar. Não, essas coisas não são ensinadas nas academias, nem são transmitidas por especialistas. Ser mãe é ser aquilo para o qual você nasceu. A primeira e mais nobre tarefa de uma mulher é ser esposa e depois, mãe. E para nos instruir, Deus nos deu outras mães! Sim, o modelo divino é mãe ensinando mães, e não teóricas universitárias ensinando mães ausentes a como terceirizarem melhor seus filhos, ou, como uma mãe pode ser tudo ao mesmo tempo e não ser nada. E por que Deus quis assim? Porque uma mãe ensina a outra não pelo orgulho pessoal de mostrar conhecimento, mas pela experiência vivida, muitas vezes sofrida, que traz consigo a empatia e o desejo mais profundo de colaborar com o bem-estar de uma criança inocente e potencialmente capaz de trazer bons frutos no futuro. Nessa relação, não há interesses financeiros, midiáticos e egoístas: apenas uma enorme vontade de ver atestada a veracidade de suas palavras na prática diária.

Com isso não estou dizendo que as mulheres não devem ter uma profissão além da vocação natural que é ser mãe. A mulher é um ser tão belo e tão complexo que ela pode, ao longo da vida, ter muitos ofícios. O que quero dizer é que devemos considerar seriamente nossas inclinações naturais. Há tempo para tudo, disse o sábio. E Deus, o sábio construtor, fez-nos de tal forma que deixou um espaço de tempo considerável para a procriação e formação dos filhos. E nesse espaço de tempo, Ele nos dotou de condições necessárias para que a vida nascesse por meio de nossos corpos jovens e sadios. Juntamente com isso, fez com que produzíssemos uma série de hormônios que nos ligam à esses seres tão fofos. A ocitocina não está em você por um acaso. Somado a isso, usufruímos da provisão e cuidados masculinos, que nos apoiam, trabalham e lutam por nós e pela prole, enquanto nos apegamos àquelas pequeninas crianças. Depender de um homem, nesse sentido, faz um bem tremendo para nossa saúde pessoal e dos nossos filhos.

Mas fomos ensinadas a não depender dos homens. Fomos ensinadas a sermos independentes e donas de si. Acontece que não nos contaram a história inteira. Nesse tempo determinado por Deus para o cuidado das crias, mais do que precisar, desejaremos ficar em casa, fazendo a vida andar. Portanto, fique de olho, moça! Considere a tua vida de forma a poder passar esses anos juntinho dos teus filhos. Não são muitos os anos, mas eles existem e devem ser considerados. São apenas uns 15 a 20 anos de trabalho puramente doméstico, que passarão como as folhas ao vento. Planeje cuidadosamente sua vida, considerando tuas inclinações naturais. Carreiras se descobrem com o tempo e podem até ser mudadas, mas a maternidade já nasce contigo. Aprenda a cozinhar, limpar, cuidar de outras pessoas. Aprenda a ensinar, cantar e inventar brincadeiras. Cuide dos filhos dos outros. Senta-te ao lado de mulheres mais velhas e ouça cuidadosamente o que elas falam. Antes disso, porém, tenhas cuidado para não te assentares aos pés de mulheres amargas que abafaram suas inclinações naturais. Elas só ensinarão rebeldia, amargura, egoísmos e tragédias. Destas, afasta-te. Procure uma senhora de cabelos brancos, que criou bem seus filhos, que tem um marido que a ama e ponha-te a ouvir. Ao sentir o desejo de casar, observe bem o rapaz. Veja se é homem o suficiente para apoiar-te nesses anos em que estarás em casa com os filhos.

Eu falo isso porque as mulheres de ontem esqueceram de nos dizer que filhos mudam nossas vidas. Não importa o que tenhamos planejado para o nosso crescimento pessoal, filhos serão sempre um acontecimento desejado, necessário e divisor de águas em nossa vida. A carreira pode esperar. A maternidade não. Portanto, considere a maternidade antes de tudo. Essa é uma verdade oculta e absolutamente necessária à vida. Eu garanto: no final, todos (esposa, esposo e filhos) saem ganhando. Depois, não te esqueças de agradecer-me.

Um abraço de uma feliz esposa e mãe realizada.


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Adna S Barbosa

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3 comentários

  1. Nossa, que lindo saber que, desde cedo, sua filha já entende a importância de ser mãe.
    Ler essa postagem até me deixou um pouco triste, pra falar a verdade. Concordo com o que foi escrito, mas infelizmente meus pais têm uma visão completamente diferente. Eles desde sempre me falam, com bastante seriedade, que eu não deveria depender de homem nenhum, e até cheguei a considerar isso como algo bastante prudente. Eu deveria buscar minha realização profissional em primeiríssimo lugar. Hoje, já entendo as coisas de maneira diferente, vou fazer um curso superior, mas não é algo que considero essencial, algo imprescindível na minha vida. O que quero mesmo é um dia formar uma família e dedicar-me aos cuidados do lar. Se Deus quiser, isso será possível.
    Bem, só quero dizer que conheci seu blog hoje e achei o máximo! Voltarei para ler as novas postagens sempre que puder! :D

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    Respostas
    1. Que bom! Fiquei muito feliz ao ler suas palavras. Siga fazendo a vontade de Deus e Ele concederá os desejos do seu coração. Volte mais vezes por aqui. É sempre bom tê-la conosco!

      Leia o salmo 37. Um abraço!

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  2. Quando li esse artigo fiquei muito tocada e emocionada e também culpada, pois trabalho fora e carrego aquela culpa todas as manhãs quando deixo minha filha aos cuidados de outrem mais tento ser o mais presente possivel, não substituo os fins de semana juntos por nada, nem as brincadeiras com ela, todo tempo que temos juntas tento fazer meu melhor, mas creio que o mais saudável e estar sempre ali, como foi minha criação em casa com minha mãe e irmãs.

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