Feminismo à luz das Escrituras (Parte 4)

18:13:00



Leremos a quarta e última parte do texto do Luan, que aborda o feminismo à luz das Escrituras. Esperamos que a luz do Evangelho tenha iluminado a sua mente ao ler esses textos tão esclarecedores. Se ainda não leu os textos anteriores acesse os links aqui, aqui e aqui.

Boa leitura!


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O terceiro e último ponto abordado pela revista Carta Capital:



3 - “Feminismo tem a ver com liberdade, com eu, você, elas e eles podermos todos viver e ser sem ninguém dando pitaco em como devemos nos portar, como devemos nos vestir, o que devemos dizer, do que devemos fazer com nossos corpos.” 
(Carta Capital) 

Essa liberdade reivindicada pelo feminismo é uma grande ilusão. A Palavra de Deus é muito clara: o ser humano não tem liberdade fora da Verdade de Deus, como diz João 8:32: "e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará".

Essa é a grande mentira do ponto em questão: o incentivo à liberdade fora de qualquer padrão, inclusive do de Deus. Como foi destacado anteriormente, a mulher não tem permissão para qualquer coisa fora da vontade de Deus. Isso a reduz a escravidão, como aconteceu com toda a humanidade quando Eva resolveu ouvir a serpente e se rebelar contra a Palavra do Senhor.

O ser humano distante de Deus não consegue entender que portar-se, vestir-se, falar ou usar o corpo da forma como quiser não é liberdade, mas uma verdadeira prisão. Jesus disse em Marcos 7:20-22

"20 E dizia: O que sai do homem, isso é o que o contamina.
21 Porque de dentro, do coração dos homens, é que procedem os maus desígnios, a prostituição, os furtos, os homicídios, os adultérios,
22 a avareza, as malícias, o dolo, a lascívia, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura".


Ou seja, todo tipo de malícia e maldade reside no coração do homem. Seria ingenuidade pensar que o homem poderia tomar boas decisões sobre si mesmo a partir do seus próprios conceitos e sentimentos, pois "enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá?" (Jeremias 17:9).

A maldade dentro do coração humano é tão grande que ele detêm a verdade de Deus pela injustiça, conforme Romanos 1:18 (confira Romanos 3:9-18). Isto é, a única coisa que lhe pode garantir verdadeira liberdade é detida em sua impiedade.

Quanto a tudo isso, a pergunta é muito simples: como é possível conceber que a mulher possa decidir por si mesmo como falar, vestir ou portar-se sem que ninguém dê "pitaco", uma vez que o seu ser é totalmente inclinado ao pecado? (Gênesis 6:5).

É esse tipo de pensamento que leva as mulheres, mesmo dentro da Igreja, a vestirem-se de forma tão indecente e impiedosa. O pensamento feminista costuma dizer que a vestimenta feminina pode ser qualquer uma, não importa quão curta ou apertada seja ou se há muita ou pouca roupa, a mulher deve vestir-se como quiser e os homens não podem desrespeitá-las por vestirem-se assim.

De fato, os homens nunca devem desrespeitar o sexo oposto, mas tratá-lo com honra. Entretanto, essa filosofia ignora completamente a advertência bíblica contra a lascívia (isto é, sensualidade e luxúria. Conferir Gálatas 5:19). Também desconsidera que o Senhor criou o ser humano para se relacionar sexualmente e que o homem tem uma atração muito forte pelo físico feminino. Isto não justifica a ação pervertida de muitos homens, mas mostra quão perverso é uma moça vestir-se indecentemente, aumentando a tentação masculina e dificultando sua luta contra o pecado.

Talvez argumente-se que é responsabilidade integral do homem cuidar da sua mente "pervertida". Mas Jesus foi enfático ao dizer que qualquer, porém, que "fizer tropeçar a um destes pequeninos que creem em mim, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma grande pedra de moinho, e fosse afogado na profundeza do mar" (Mateus 18:6). Todos são chamados a ajudar na vida de santidade do próximo.

Porém, quanto a essa questão, não se fazem necessários muitos argumentos, é suficiente saber que Deus ordenou a decência em sua Palavra, isso basta (1 Timóteo 2:9).


O desenrolar perverso do ponto em questão vai além da indecência discutida. Em 2015, o povo brasileiro assistiu na internet um vídeo intitulado "Meu Corpo, Minhas Regras", gravado com atores da Globo. As maldades defendidas foram muitas, mas a principal para essa discussão foi justificar o aborto pelo fato de a mulher ser "dona do seu corpo" e por isso fazer "suas regras" (leia o texto que aborda o conteúdo desse vídeo aqui).

Pode não parecer, mas isso tem tudo a ver com feminismo. A defesa da liberdade para fazer o que quiser com o próprio corpo naturalmente leva à essa conclusão. Como uma criança afeta muito a vida da mãe, ela pensa estar no direito de assassinar o ser humano que está crescendo dentro dela.

O processo de raciocínio é tão insensato e incoerente, que se deseja defender que cada um faz o que bem entende com o seu corpo, mas a criança não possui direito pela vida, a mãe é que decide, de acordo com a sua conveniência, se o filho vive ou não. Ou seja, o pensamento feminista no fundo é "eu faço o que quiser da minha vida e do meu corpo, o frágil ser humano dentro de mim está atrapalhando os meus planos de vida, portanto, vou matá-lo, afinal, o corpo é meu. Por mais que meu filho tenha o seu próprio corpo, ele não pode mudar os meus sonhos".

A pessoa que defende o aborto está quebrando o mandamento que diz não matarás e está se unindo aos assassinos. Ela também quebra o mandamento que diz não terás outros deuses além de mim, pois oferta malignamente ao ídolo do coração chamado egoísmo, ou, para os mais íntimos, Moloque.

Não, ela não está literalmente oferecendo a este deus dos povos antigos, mas sua prática se assemelha em muito a prática dos que ofereciam seus filhos a Moloque, queimando-os vivos.

E quanto ao estupro? A gravidez fruto de estupro não justifica aborto. Matar uma criança indefesa por esse motivo é fazê-la pagar pelo crime do pai. Certamente é difícil e doloroso dar a luz a um filho de um estuprador, porém é o que deve ser feito. A mulher que sofreu dessa terrível maldade deve contar com a graça de Deus e amar essa criança para a Glória d'Ele, tendo em mente que o Senhor é capaz de ajudá-la a superar todo o tipo de sofrimento quando se entregar a Ele.


O feminismo é uma filosofia extremamente destrutiva para a sociedade e completamente oposta aos padrões de Deus. É de suma importância que a Igreja moderna repense os seus valores e reflita sobre o quanto ela tem sido afetada pelos padrões do mundo. O Povo do Senhor precisa se posicionar contra essas mentiras e preservar e propagar a Verdade sobre a Grandeza do Todo Poderoso.

"Ó profundidade da riqueza, tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis, os seus caminhos!
Quem, pois, conheceu a mente do Senhor? Ou quem foi o seu conselheiro?
Ou quem primeiro deu a ele para que lhe venha a ser restituído?
Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém!"


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Luan Sales é engenheiro 
de Petróleo, casado com 
Fernanda Sales. 
Tem 24 anos e congrega
na Igreja Presbiteriana de 
Ponta D'Areia.

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